Política

Maia e Alcolumbre assumem articulação e Bolsonaro abre balcão de negócios

Em meio a inexistência de articulação política e ainda pressionado por aliados, Bolsonaro decidiu mergulhar na tradicional liberação de emendas parlamentares para atender a indicações políticas e cargos do segundo e terceiro escalões. Os presidentes das Casas legislativas levaram o recado ao presidente: há uma ansiedade de parlamentares em “participar” do governo. Eles reiteraram que o DEM está disposto a liderar a articulação pela aprovação da reforma da Previdência.

A reportagem do jornal O Globo, no entanto, destaca as condições do DEM, que afirma “que o governo precisa dar condições ao partido para negociar com os deputados e senadores.

Segundo a matéria “a pressão funcionou, e o DEM saiu com mais capital político. Único partido com um ministro civil no Palácio do Planalto depois da saída de Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), a sigla ganhou tinta para a caneta de Lorenzoni. O ministro e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) serão os responsáveis pela avaliação dos nomes indicados pelos parlamentares para o governo e pela triagem das emendas impositivas. O governo fala em acelerar a liberação de R$ 3 milhões para cada parlamentar. Para tentar tirar o carimbo de ‘toma lá, dá cá’, o discurso é que serão observados os seguintes critérios para aceitar indicações: os nomes têm de ser técnicos, sem pendência na Justiça, com aval da Controladoria-Geral da União (CGU) e com ‘consentimento’ de cada ministro da pasta.”

O jornal ainda diz que “Maia e Alcolumbre conduzirão, no Congresso, a tramitação da reforma da Previdência, apresentada ontem. Eles já vinham sendo chamados nos corredores do Congresso de ‘líderes do governo’ — e a tendência é que, a partir de agora, esse papel se torne efetivo. Na Câmara, o líder oficial, Major Vitor Hugo, vem sofrendo resistência até em seu próprio partido. No Senado, até ontem, quando Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi anunciado líder, a articulação política do governo estava acéfala. Com esse quadro, nas últimas semanas, Alcolumbre e Maia já haviam ocupado o vácuo, recebendo parlamentares e assumindo a defesa da reforma da Previdência.” (247)

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