Política

Ministério do Trabalho defende projeto de lei para tratar de escala 6×1

Pasta propõe redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, mas com escala definida em negociação coletiva

O Ministério do Trabalho defende a discussão de mudanças na jornada de trabalho do brasileiro por meio de um projeto de lei, e não por Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

A pasta, comandada por Luiz Marinho, propõe que a mudança seja centrada na redução da carga horária semanal, de 44h para 40h, com dois dias de descanso, mas que a definição da escala fique a cargo de negociação coletiva de cada categoria.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) decidiu apensar duas PECs sobre o assunto, que atualmente está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça, sob relatoria de Paulo Azi (União-BA).

Uma proposta é de Érika Hilton (Psol-SP), que reduz a jornada para 36h semanais, divididos em 4 dias. Já o texto de Reginaldo Lopes (PR-MG), só trata da redução para 36h semanais.

Para aliados de Marinho, não faz sentido amarrar um debate de carga horária de trabalho e de escala na Constituição, uma vez que nem a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que rege as principais regras trabalhistas hoje, é matéria constitucional.

O ideal é que o tema seja discutido em um projeto de lei. No entorno do Palácio do Planalto, também há preferência por um projeto de lei para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha o poder de vetar eventuais pontos de discordância com os parlamentares.

O governo trabalha em um texto, mas, na visão do MTE, não haveria problema em usar uma proposta já protocolada no Congresso, até por uma questão de governabilidade.

Na semana que vem, contudo, deve haver uma reunião com a participação de Marinho, da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e com o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, para discutir o assunto.

Mas a palavra final sobre o envio ou não de uma proposta será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma ala do governo defende um texto do Executivo para que Lula garanta protagonismo no tema popular em ano eleitoral.

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