No litoral paulista, Alckmin defende que famílias que vivem em áreas de risco sejam prioridade em política habitacional

Por Ricardo Banana
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmim, participou neste sábado (25), em Santos (SP), de uma reunião com a Força-Tarefa do Governo do Brasil, coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para tratar dos efeitos causados pelas fortes chuvas no litoral norte paulista.
O encontro contou com a participação dos ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, e do secretário de Comunicação Institucional da Secom/PR, Maneco Hanssen.
Durante o encontro, Alckmin defendeu que as famílias que perderam suas casas por conta do desastre sejam prioridade na conquista por uma nova moradia. O vice-presidente destacou as mudanças realizadas no programa Minha Casa, Minha Vida para atender as famílias com menor renda, que geralmente moram em áreas de alto risco e sofrem com desastres naturais.
“Se pegar o orçamento deste ano, o item que teve o maior acréscimo foi exatamente para moradias. São R$ 10,5 bilhões, com prioridade para a chamada Faixa 1, para famílias de menor renda mensal, aquelas que acabam morando em lugares mais distantes, menos seguros. Essa é a prioridade”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin enfatizou a importância dos programas habitacionais como forma de prevenção dos desastres. “Primeiro vem a prevenção e, por isso, há a necessidade de programas habitacionais, pois as pessoas necessitam de algum lugar seguro para morar. Vamos juntar os esforços de municípios, estados e União nesse sentido”, afirmou.
O vice-presidente também afirmou que a educação ambiental em escolas é fundamental no processo de prevenção de acidentes e que o Brasil deve desempenhar um importante papel na conscientização sobre o tema no planeta.
“A mudança climática, hoje, é um fato gravíssimo. Temos tempestades gravíssimas com frequência. Com isso, temos um sério problema de defesa civil, segurança e saúde pública. Com o aquecimento, temos problemas econômicos. Enchentes em alguns lugares e secas em outros. Por isso é importante o combate às mudanças climáticas. É uma responsabilidade planetária, em que o Brasil vai ser um grande protagonista. Educação é o caminho”, comentou.
Antes da reunião, Alckmin visitou o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, enviado pela Marinha para reforçar o atendimento médico aos desabrigados pelo desastre, por meio de um hospital de campanha, e parabenizou as Forças Armadas pelo trabalho de apoio à população atendida. “A nota é 11, dez é pouco. Fez toda a diferença. É impressionante o profissionalismo, a tecnologia e o time”, disse.
Durante a reunião, o ministro Waldez Góes destacou os trabalhos realizados pela Defesa Civil Nacional, além do apoio popular e de todos envolvidos nas ações de resposta. “Há uma sinergia muito grande do público e da sociedade civil conosco. Obviamente que essas ações de resposta não acontecem na velocidade que a população deseja, mas estamos fazendo um esforço hercúleo, que foi redobrado com a chegada da Marinha do Brasil”, comentou o ministro.
No período da tarde, as autoridades presentes participaram de um sobrevoo nas áreas afetadas pelas fortes chuvas em São Sebastião, cidade mais atingida.
Calamidade pública e repasses
Na última segunda-feira (20), a Defesa Civil Nacional reconheceu, de forma sumária, o estado de calamidade pública nas cidades de São Sebastião, Caraguatatuba, Guarujá, Bertioga, Ilhabela e Ubatuba. O objetivo foi agilizar as medidas de assistência à população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada.
Quatro dessas cidades já receberam recursos para atendimento à população afetada. Foram autorizados repasses de R$ 7 milhões para São Sebastião, R$ 1,3 milhão para Caraguatatuba, R$ 284,8 mil para Ubatuba e R$ 898,8 mil para Bertioga, totalizando R$ 9,5 milhões. Os municípios vão usar os recursos na compra de cestas básicas, kits de limpeza, dormitório, higiene pessoal, colchões e combustível. Outros repasses estão previstos à medida que os planos de trabalho sejam enviados pelas prefeituras e aprovados pela Defesa Civil Nacional.
(Brasil 61)

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