O Nordeste é a região do país que mais cresceu no transporte aéreo doméstico nos últimos 10 anos. Passaram pelos aeroportos da região mais de 39 milhões de passageiros em 2025, 11,2% a mais do movimento registrado em 2015 (4 milhões de viajantes a mais), segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base em relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Recife registrou uma ampliação de 40%, passando a ser o principal aeroporto da região com 9,2 milhões de passageiros por ano, entre origem e destino. O aeroporto da capital pernambucana ultrapassou o de Salvador, líder do ranking em 2015, que registrou 7,3 milhões no ano passado.
Para o ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, a melhoria na infraestrutura ocorrida nos últimos anos e a melhora da economia são fatores que explicam este crescimento no transporte aéreo brasileiro.
“Onde há um aeroporto, há potencial para desenvolvimento socioeconômico, há estímulo a novos negócios e ao turismo”, comentou, lembrando que o MPor iniciou no ano passado o programa AmpliAR, que permite a inclusão de novos aeroportos regionais no modelo de concessões.
Entre os aeroportos com movimento superior a 1 milhão de passageiros/ano, o maior crescimento no período ocorreu em Porto Seguro (BA), com um aumento de 73%. Em 10 anos, o número de aeroportos atendidos na região também cresceu de 26 para 41, o que mostra a ampliação da conectividade nas cidades nordestinas, estimuladas principalmente pelo turismo. O aeroporto de Cruz (CE), por exemplo, acesso às praias de Jericoacoara, não teve voo comercial em 2015 e registrou mais de 260 passageiros/ano em 2025.
Além aumento nos aeroportos do Nordeste em 10 anos, também houve crescimento no número de passageiros no Sudeste (10,7%) e no Sul (1%), e queda no Centro-Oeste (11%) e no Norte (7%). Em 2015, o número de passageiros em voos doméstico no Nordeste representava 18% do total. Ano passado, subiu para 19%. As cinco cidades com maior movimento foram: Recife (9,2 milhões), Salvador (7,3 milhões), Fortaleza (5,5 milhões), Maceió (2,8 milhões) e Porto Seguro (2,4 milhões).

