Economia

O desafio é domar o dragão da inflação

A inflação está se mostrando resiliente, sobretudo no setor de serviços pessoais. Apesar de IPCA ter convergido para o centro da meta, a redução da taxa de juros só deve acontecer a partir de março

O dragão era a metáfora adotada nas décadas de 1980 e 1990 para se referir à inflação. Era a época da hiperinflação e dos sucessivos cortes de três zeros da nossa moeda. Nossos jovens, felizmente, só viram isso nos livros de história. E por que estou resgatando essa imagem? Bem, guardadas as abissais diferenças, a inflação atual mostra-se resiliente e difícil de ser domada (como o dragão de outrora), apesar de a Selic estar em 15% há seis meses.

Na terça-feira, 23, o IBGE divulgou o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, que ficou em 0,25%, com o acumulado em 12 meses recuando para 4,41%. Via de regra, o IPCA-15 não costuma chamar muita atenção do mercado. Desta vez, no entanto, ele indica pela primeira vez uma inflação anual abaixo do teto da meta fiscal (4,5%), repercutindo nas projeções para 2026.

O resultado, segundo os especialistas do mercado financeiro, segue apontando um cenário favorável ao corte gradativo dos juros, mas não em janeiro. A Warren Investimentos, por exemplo, destaca preocupação com o setor de serviços pessoais, que subiu 0,53%. Já a Genial chama a atenção para a elevação da inflação nos Estados Unidos, que deve levar a uma maior cautela do FED (Banco Central norte-americano) na política monetária. Pois é, no fim das contas, estamos terminando 2025 ainda com alto nível de incerteza.

Fonte: DiarioPE.

Compartilhe: