A eleição da Bahia poderá ser decidida pelo eleitor indeciso. O fato é que há um cenário equilibrado entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto e o indeciso tem peso por avaliar resultados e não ideologia. Este eleitor decide menos pela paixão e mais por quem poderá melhorar sua vida. É voto pragmático pensando somente em si mesmo e na sua família.
Esse poder está na chamada Bahia profunda. Ele nasce é no interior, nas pequenas cidades, vem da zona rural e das periferias. Este é um eleitorado que olha para o concreto: estrada, água, saúde, educação, emprego e segurança. Ele quer presença e resultado, não só discurso.
Entre os grupos estratégicos principais todas as recentes pesquisas apontam para a mulher jovem, evangélica e famílias de baixa renda. Eles cobram proteção da família, oportunidades e estabilidade. O desafio é claro: a direita precisa sair da imagem de elitismo e a esquerda, além de responder a denúncias, mostrar uma gestão que vá além da boa mídia, sendo transparente.
O tema da segurança pública será decisivo, pois mesmo com os números melhores, há uma sensação de medo e o crescimento das facções influenciam o voto. No fim, os indecisos serão os juízes silenciosos. Vencerá quem transformar promessas em soluções reais para a Bahia. Teobaldo Pedro de Jesus
