Ricardo Banana

Osvaldo Coelho: “A gente bota uma ponte pra ver se dá certo, se há uma manifestação, mas há um estrago muito grande entre eu e Fernando”

Sem títuloA declaração de apoio à Frente Popular de Pernambuco, feita a bem pouco tempo pelo ex-deputado Osvaldo Coelho, liderança do partido Democratas no Sertão do São Francisco, com indícios que poderia haver após mais de 20 anos uma união da família Coelho de Petrolina para as eleições deste ano, pode não vingar e é o próprio Osvaldo que diz.

“Não há quem não identifique minhas dificuldades de votar em Petrolina hoje no quadro que se identifica, haja vista que eu lutei para a candidatura de Daniel Coelho, essa eu me sentiria bem e creio que seria até vitoriosa, mas o Aécio (Neves) acertou certas coisas pra lá e a gente teve que recapitular. Tenho conversando com o Paulo Câmara, com Fernando, com o vice (Raul Henry), mas é uma conversa que não é de pingue pongue, de vai e volta. Eu converso e não vem de lá pra cá. Então estou num processo de decantação, de saber as coisas. Não nego o que disse também não vou adiante ao que disse”, declarou o ex-deputado.

Osvaldo disse que colocou algumas ponderações para apoiar a Frente e voltar a votar em Fernando Bezerra Coelho, sobrinho do ex-parlamentar e que disputará o senado na chapa de Paulo Câmara. As argumentações existiram, apesar da família estar rompida politicamente há mais de duas décadas, porque o PSDB, partido do filho de Osvaldo e vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, candidato a deputado federal, integrar a aliança governista, mas ao que parece, não existe retorno para as colocações de Osvaldo como ele frisou e a conversa que existe é só de um lado.

“O meu partido, o Democrata se aliou ao PSB, os tucanos (PSDB) se aliaram também ao PSB no estado, mas isso não quer dizer que a gente não tenha dificuldades aqui de marchar com Fernando. A gente bota uma ponte pra ver se dá certo, ha uma manifestação, mas há um estrago muito grande ente eu e Fernando. Eu fui critico de Fernando, ele não cuidou de irrigação, foi ministro e não deixou uma marca como ministro, não deixou uma obra, então isso aí eu disse pra o pessoal e digo. Eu fico nessa dificuldade, gostaria que ela não existisse, mas existe”, revelou.

Enquanto não aguarda as respostas de FBC e da Frente Popular para suas colocações, Osvaldo Coelho deixou claro que a sua prioridade no momento é somente as campanhas de Guilherme e de Aécio.

“Hoje estou cuidando da eleição de Aécio e de Guilherme. Estou esperando como amadurecer melhor essas coisas. Cheguei a dizer que voto em Fernando, pensei que viria um gesto maior para que isso acontecesse, mas não veio gesto nenhum de lá pra cá, então eu me posicionou numa reflexão. Tem tempo, não há prazo pra gente decidir isso. O tempo é a própria campanha que determina. Propus aos meus contraditórios para uma aliança umas coisas e não estão funcionando, se as coisas não vêm de lá pra cá, as coisas podem tomar destinos ignorados”, arrematou Dr. Osvaldo.

O ex-deputado esclareceu como anda o relacionamento com o prefeito Julio Lóssio depois de suas declarações em um apoio que parece que não vingará a Fernando Bezerra Coelho, adversário de Lóssio em Petrolina. Quanto a isso Osvaldo foi firme e disse que nada mudou entre ele e o prefeito.

“Costumo dizer e repito, Lóssio e Osvaldo são carne e unha, não se separam. Foram unidos até agora. Não há força humana que me separe de Lóssio nem ele de mim. Todo mundo tem falado ai só quem não falou até agora foi Lóssio. Secretário falou, a mulher dele falou, todo mundo falou, só Lóssio não falou até agora e não vai falar nada que destoe das minhas conversas com ele; então quanto a isso aí eu tenho uma tranquilidade muito grande”, assinalou.

Mas ao mesmo tempo em que se diz tranquilo sobre sua relação com o prefeito, o ex-deputado se diz preocupado com essa pressa em querer que Júlio volte do tratamento da cirurgia da cabeça sem ser no prazo determinado pelos médicos.

“O que tem que ter é um respeito a ele, um zelo pela saúde dele, isso aí esta acima de qualquer acidente político, que é mínimo em relação á saúde de Lóssio. Esse negócio de Lóssio apressar a vinda pra cá, meu Deus isso é uma blasfêmia, é uma insensatez apressar Lóssio pra vim pra cá, pra que? Se ele tem os amigos aqui tem a mim pra cuidar da política, porque que ele vem correndo pra cá? Ele não quer isso. Ele não estar a serviço disso”, alertou Osvaldo.

O ex-parlamentar conclama as pessoas que gostam do prefeito para respeitar esse momento de Lóssio. Pede que tenham zelo pela saúde dele, é o que importa no momento que foi justamente para não atrapalhar a recuperação de Júlio que Osvaldo preferiu não visita-lo durante este período delicado da vida do prefeito petrolinense.

“Não fui visitá-lo nem aqui nem em São Paulo, porque se eu chegasse lá poderia vir à ação política e eu não queria jamais que ele desviasse a atenção dele com assuntos dessa natureza. Quero é protegê-lo, acho que quem fala em politica numa hora dessas está falando em coisas menores e esquecendo as maiores. O que a gente tem é acompanhar e rezar que ele vai se recuperar calmamente pra voltar para Prefeitura. Eu gostaria que ele estivesse aqui são salvo, lutando comigo pela eleição de Guilherme que era o que nós queríamos, mas como não pode que ele fique por lá que eu vou tomar conta da eleição de Guilherme, do nosso grupo politico que reelegeu ele para chegar a esse grande pleito nosso”, acrescentou Osvaldo Coelho.

Diálogo com Aécio – Suas bandeiras junto ao presidenciável Aécio Neves estão claras e foram postas nas reuniões que teve com o senador mineiro para colocar suas ponderações na proposta do tucano para governar o País e a sua prioridade é com o semiárido, a sua pátria como costuma frisar, para acabar com as desigualdades entre as regiões brasileiras. Citou que com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trouxe várias conquistas para Petrolina: aeroporto ampliado, projeto Maria Tereza, universidade, Cefets, então esse é o diálogo que esperar manter com Aécio tendo Guilherme na Câmara para cobrar.

“Tenho bancado para ele as desigualdades inter-regionais e dito que basta ninguém aceita mais isso. Um mundo onde as regiões semiáridas ficaram ricas, como na Califórnia, no México, Espanha, Israel, e nós aqui esperando um dinheiro de um brilhante da coroa de Dom Pedro II que disse que iria vender para resolver problema de seca. A gente não aguenta mais isso; então a minha obstinação hoje é encontrar um caminho para por fim as desigualdades inter-regionais e isso não é obra de faraó é obra de político, obra de estadista, é obra de politico com P grande não com P pequeno que não se incomoda com isso. Falar em convivência com a seca, isso é mentira. Com a seca o que existe é sofrimento e ponto final”, pontuou Dr. Osvaldo.

Osvaldo Coelho disse que as bandeiras que defendeu deixaram de acontecer na região, porque faltou representante que cobrassem isso dos governos Lula e Dilma. O Democrata não poupou criticas aos deputados federais Gonzaga Patriota e Fernando Filho, do PSB, porque se Petrolina estar entre as 11 cidades das mais de 5 mil do Brasil com qualidade de vida, pesquisa feita pela revistas Veja, Osvaldo frisou que isso é fruto da irrigação.

“O que acontece é que tivermos irrigação até Fernando Henrique. Nos governos Lula e Dilma não tivemos absolutamente nada de irrigação, e tínhamos representantes federais lá, Gonzaga Patriota e Fernando Filho, mas parece que eles foram eleitos para parar a irrigação. Vão ter que explicar nessa campanha por que não cuidaram da irrigação, Dr. Fernando tem que dizer por que foi ministro e não fez irrigação, porque palavra não irriga nada”, concluiu o ex-deputado.

Fonte: Vinicius de Santana

Blog do Banana

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