Há 36 anos, em Brasília, convocados deputados federais constituintes para construção social, econômica e jurídica dum Brasil entrecortado de mazelas e profundas desigualdades.
O então deputado federal pernambucano, Osvaldo Coelho carregou nas tintas e entre companheiros e desafetos, conseguiu garantir na carta magna da nação, três emendas, altamente revolucionárias no aspecto social e demandas econômicas do país. Mas, com o coração pulsando pela principal matéria da sua ação parlamentar, a interiorização do ensino universitário gratuito. Foi implacável e irredutível, provocando um debate acirrado, inclusive com colegas de partido e da oposição entre 1986-1988. Osvaldo Coelho emplacou essas emendas, 1. O Fundo Nacional da Educação Fundamental passando depois para a ampliação do Fundo Nacional de Educação Básica -FUNDEB. 2. Financiamento de famílias pobres com um salário mínimo para portadores especiais. 3. Interiorização das Universidades Federais. E nesta terceira emenda, em particular, seu interesse em fortalecer e incluir definitivamente, estudantes paupérrimos do mapa sertanejo, trazendo no braço a Universidade do São Francisco – UNIVASF. Com as conversas frequentes sobre educação com os sucessivos ministros da pasta principal, Hugo Napoleão (PI)Jorge Borhausen(SC) e Paulo Renato Souza(SP), este último ministro ainda no governo Fernando Henrique Cardoso com quem conseguiu a minuta definitiva para esta UNIVASF com cara de Petrolina e realização social em total igualdade aos grandes centros, gerando doutores em todas as áreas da ciência humana.
Osvaldo Coelho foi interlocutor frequente dos presidentes da República, José Sarney com sua literatura da antropologia maranhense. Fernando Henrique Cardoso, sociólogo renomado, com livros que tratam esse ambiente pelo mundo. Essas conversas consolidaram as emendas de Osvaldo Coelho em programas que deram certo, trazendo essa etapa que poderia ser de autoria de algum “político comunista com idéia de igualdade”, mas que brotou desse constituinte nascido nessas barrancas do São Francisco.
Escrevi,
Marcelo Damasceno
Petrolina PE



