Ricardo Banana

Palestras sobre economia criativa e elaboração de plano de ação marcaram Fórum de Quadrilhas em Petrolina

Quadrilheiros do Sertão pernambucano participaram do Balancê Fórum Regional de Quadrilhas Juninas, nesta sexta-feira (13) e no sábado (14), no Hotel Grande Rio Petrolina.

No primeiro dia do encontro, o consultor de Economia Criativa do Sebrae e vice-presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, Leonardo Salazar, ministrou as palestras ‘Economia Criativa’ e ‘Quadrilhas Juninas: Fomentando a Cultura e o Turismo no Sertão’. “Eu vim aqui ampliar o debate para a área do empreendedorismo, da inovação, da economia criativa, como as quadrilhas juninas podem atuar tanto no segmento da cultura, mas também, no turismo”, explicou Salazar. Para ele a cultura junina traz um potencial muito grande dentro do semiárido brasileiro, na produção de riqueza e de renda. “Ela movimenta dançarinos, atores, músicos, costureiros, cenógrafos, uma cadeia produtiva enorme”, acrescentou.

Já no sábado, o produtor cultural Bruno Feitosa fez uma escuta dos participantes e em, seguida, coordenou a elaboração de um plano de ação. Dentre as questões mais relatadas na escuta, estavam a falta de espaços para ensaios, a estrutura deficiente dos concursos de quadrilhas juninas tanto para os artistas quanto para o público, dificuldade de transportes para participar dos eventos e preconceito da sociedade. Integrante da Quadrilha Furacão Junino, de Santa Maria da Boa Vista, o quadrilheiro Thiago Feitosa acredita na quadrilha como um espaço de empreendedorismo e na união das nações juninas para resolver essas fragilidades. “Tem concurso que a gente participa que a gente se sente desvalorizado e humilhado. Não tem um lugar adequado para o grupo se arrumar, para dançar e acho que isso só será resolvido quando as quadrilhas se unirem”, justificou.

Foi articulado um grupo de trabalho com representantes dos munícipios de Arcoverde, Serra Talhada, Salgueiro, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Petrolina e Juazeiro(BA) para coordenarem a execução do plano de ação que prevê solucões para as principais dificuldades encontradas pelos quadrilheiros. Entre as muitas alternativas, estão a apresentação de um modelo de regulamento às organizações dos concursos, a elaboração de contratos coletivos com as empresas de transportes para redução do valor e a articulação de leis para o financiamento municipal da cultura.

O encontro teve o financiamento do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura e da Secretaria de Cultura de Pernambuco/Governo de Pernambuco.

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