‘Passará a ser obrigação dos pernambucanos o uso de máscaras’, adianta secretário de Saúde

Por Ricardo Banana
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Dentro das medidas estudadas pelo Governo de Pernambuco para reforçar o combate ao novo coronavírus nas próximas semanas está a obrigatoriedade do uso de máscaras pela população geral.

Inicialmente, o governador Paulo Câmara assinou um decreto que exigia a utilização do equipamento pelos profissionais dos serviços essenciais, com recomendação de uso por parte dos demais cidadãos diante da necessidade de sair de casa. Nos próximos dias, a recomendação deve se tornar obrigação, pelo que sinalizou o secretário de Saúde do Estado, André Longo.

“Fizemos um decreto que recomendava (o uso), buscando ser sempre educativo em primeiro momento. Temos visto muita gente aderindo, queremos inclusive agradecer. É uma minoria de pessoas que não está usando máscara entre os que têm de sair de casa. O próximo passo é, sim, fazer a obrigação do uso de máscaras para quem sai e em locais fechados. Passará a ser obrigação dos pernambucanos o uso de máscaras”, adiantou Longo.

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, alertou para a necessidade de usar corretamente o equipamento, a fim de não torná-lo um meio de contaminação ao invés de proteção. Entre os alertas, está o manuseio através dos elásticos laterais, sobretudo no momento de retirar a máscara.

Já na hora de colocar a máscara, é importante estar com as mãos higienizadas, de preferência lavadas. Quando não for possível, utilizar o álcool em gel. Se for sair de casa por um período de tempo longo, levar máscaras suficientes para trocar a cada duas horas ou até antes caso fiquem úmidas.

No caso das máscaras de tecido, ter um compartimento seguro para guardá-las sem contato até colocá-las de molho. Se forem descartáveis, deve-se usar um saquinho para não as jogar soltas no lixo comum. É preciso fazer a troca das máscaras com atenção.

“Temos visto coisas como compartilhamento de máscaras, pessoas colocando de qualquer forma. A máscara precisa ser bem usada. E lembrar que elas não são passaportes para sair de casa sem necessidade e nem para deixar de lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool. É fundamental que haja conscientização”, frisou Jailson Correia.

FolhaPE

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