Desde o ano passado, tenho acompanhado, pelos mais diversos canais de comunicação, a manifestação pública da vontade de Miguel Coelho de colocar sua experiência e seus préstimos a serviço de Pernambuco no Senado Federal. Não se trata de uma pretensão improvisada ou circunstancial. Ao contrário, percebe-se que esse projeto vem sendo amadurecido com serenidade, planejamento e convicção.
Há cidades que se tornam conhecidas por suas riquezas naturais. Outras, por sua força econômica. Petrolina conquistou ambos os espaços, mas alcançou algo ainda mais relevante: tornou-se um celeiro de lideranças capazes de influenciar os destinos de Pernambuco e do Brasil.
Ao longo das últimas décadas, poucos municípios do interior brasileiro conseguiram manter uma presença tão marcante no Senado Federal quanto Petrolina. Essa trajetória não nasceu por acaso. Foi construída por homens públicos que compreenderam que representar um Estado significava, acima de tudo, defender os interesses de sua gente.
Nilo Coelho, José Coelho e Fernando Bezerra Coelho escreveram páginas memoráveis da história republicana brasileira. Cada um, em seu tempo, exerceu um mandato respeitado, levando ao Congresso Nacional não apenas a voz de Pernambuco, mas, sobretudo, as demandas do Sertão do São Francisco, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento de Petrolina e de toda a região.
Foi essa visão política que ajudou a consolidar Petrolina como referência nacional em irrigação, fruticultura, educação, saúde e infraestrutura. Muitas das grandes conquistas que transformaram a cidade nasceram da capacidade de suas lideranças dialogarem com Brasília e converterem influência política em obras, investimentos e desenvolvimento.
Mesmo sem ocupar qualquer cargo público neste momento, continuo mantendo contato frequente com servidores públicos, assessores, lideranças e amigos das mais diversas correntes políticas. Em praticamente todas essas conversas, uma frase se repete com impressionante frequência: “Precisamos voltar a ter um senador.” Essa percepção não nasce de um grupo isolado nem de uma preferência partidária; decorre da compreensão de que Pernambuco, especialmente o Sertão, ganha quando possui uma representação forte e comprometida com suas demandas no Senado da República.
É exatamente nesse contexto que se insere a pré-candidatura de Miguel Coelho ao Senado Federal. Sua aspiração não decorre apenas da tradição familiar, mas também de uma trajetória própria construída ao longo dos anos. Como deputado estadual e, sobretudo, como prefeito de Petrolina, demonstrou capacidade administrativa, planejamento e visão de futuro, conduzindo uma gestão reconhecida pela modernização urbana, pelos investimentos em infraestrutura e pela melhoria dos serviços públicos.
Formado em Direito e profundo estudioso da Constituição Federal, Miguel cresceu convivendo com os grandes debates nacionais. Aprendeu, desde cedo, que a política deve ser instrumento de transformação social e desenvolvimento econômico. Essa convivência, aliada à sua experiência administrativa, oferece-lhe uma base sólida para enfrentar os desafios de um mandato no Senado.
É evidente que nenhuma tradição familiar substitui a vontade soberana do eleitor. Na democracia, o voto é a única herança legítima. Mas também é verdade que a experiência, o preparo, a capacidade de gestão e o compromisso público constituem credenciais que não podem ser ignoradas.
Depois de anos sem um representante de Petrolina no Senado Federal, Pernambuco volta a discutir a possibilidade de reconduzir o protagonismo político do Sertão do São Francisco ao Congresso Nacional. Essa não é apenas uma aspiração pessoal de Miguel Coelho; é uma oportunidade para que a região recupere uma voz forte na Casa responsável por discutir os grandes temas da Federação.
Permita-me, por fim, uma sugestão ao leitor. Procure conhecer a biografia dos ex-senadores aqui mencionados. Não escrevo estas linhas movido pela paixão política ou pelo entusiasmo de uma campanha. Escrevo inspirado pelos fatos. Cada um deles, a seu modo, deixou um legado que ultrapassa disputas eleitorais e permanece vivo nas obras, nas instituições fortalecidas e nas conquistas que ajudaram a transformar Petrolina em uma das cidades mais prósperas do interior brasileiro.
A história, por si só, não elege ninguém. Mas ela confere autoridade moral, inspira confiança e estabelece responsabilidades. Miguel Coelho carrega um sobrenome que honra a política pernambucana, mas, acima de tudo, construiu um currículo próprio que o credencia a disputar uma das mais importantes cadeiras da República.
Se caberá ao povo pernambucano decidir seu destino nas urnas, também cabe à história registrar que Petrolina, mais uma vez, apresenta ao Estado um nome que reúne experiência, preparo e compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco.
Por Rinaldo Remígio.
Professor universitário aposentado!

