Previsão é manter aulas presenciais suspensas em junho nas escolas e faculdades de Pernambuco

Expira no próximo domingo (31) decreto estadual que suspende aulas presenciais em escolas, faculdades e universidades públicas e privadas de Pernambuco devido à pandemia do novo coronavírus. Caberá ao governador Paulo Câmara decidir se mantem a proibição a partir de segunda-feira, 1º de junho. Oficialmente, a assessoria dele diz que não pode antecipar que medidas serão tomadas. Mas extraoficialmente a informação é que os estabelecimentos educacionais continuarão fechados pelo menos até o final de junho.

No Estado, as aulas presenciais estão suspensas desde 18 de março, ou seja, há 71 dias. Somente na educação básica (educação infantil e ensinos fundamental e médio), existe mais de um milhão de estudantes – 400 mil na rede privada, 580 mil nas escolas estaduais e 94 mil na rede municipal do Recife. Ainda faltam nessa conta os números de alunos matriculados nos colégios municipais das outras 183 cidades pernambucanas.

Na última terça-feira (26) circulou um card pelas redes sociais informando sobre um decreto de nº 40.600, de 26 de maio, que tratava da suspensão das aulas até junho. Mas esse decreto refere-se ao vizinho Estado de Sergipe. O decreto de Pernambuco é o de número nº 48.810 e data de 18 de março. Inicialmente, o governador pernambucano não delimitou validade para a suspensão das aulas. Depois, estipulou prazo até 30 de abril. Nesse dia, anunciou nova prorrogação até o último dia de maio.

SEGURANÇA
Enquanto não houver segurança sanitária, diz uma fonte do governo, Paulo Câmara não vai autorizar a reabertura das unidades de ensino. Embora nos últimos dias o número de infectados pela covid-19 tenha diminuído quando é feita a comparação dia a dia, no cenário geral os casos têm aumentado. Até esta quarta-feira (27), conforme a Secretaria Estadual de Saúde, Pernambuco totalizava 29.919 pessoas infectadas pela doença e 2.468 mortes.

A expectativa do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) é de que não haja retorno de aulas presenciais, em todo o País, pelo menos até junho. Na China, primeiro país a identificar doentes pelo novo coronavírus, as escolas ficaram fechadas por três meses. E quando houve o retorno, em abril, foi gradual e cercado de medidas rigorosas de proteção para evitar a contaminação dos estudantes.

Jornal do Comércio

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