Motivo de preocupação de boa parte dos estudantes, a redação é uma das provas que os 41.062 candidatos inscritos no vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE) enfrentarão domingo, primeiro dia da segunda fase do processo seletivo. É importante ficar atento às regras para não perder pontos. Apesar de a primeira fase do concurso ter sido o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado pelo Ministério da Educação, a universidade não usará a redação da avaliação na composição da média final do vestibulando. Preferiu aplicar teste próprio.
A dissertação, na UPE, vale nota de zero a 10. Segundo o manual do concurso, levará zero o vestibulando que escrevê-la com lápis grafite. Na folha da redação, o texto deve estar escrito com caneta esferográfica azul ou preta. O lápis pode ser usado apenas no rascunho. A banca dará essa mesma nota para o fera que fugir totalmente do tema ou do gênero proposto. Também aquele cuja redação tiver sete linhas ou menos.
Professor do Colégio Motivo, Mário Sérgio lembra que na UPE não há necessidade de o candidato apresentar a solução para o problema apresentado, como aconteceu no Enem. “O estudante não precisa apontar uma solução na conclusão. Pode terminar o texto com uma síntese, um raciocínio filosófico, uma crítica, uma reflexão”, observa Mário Sérgio.
A banca exige que a dissertação tenha entre 20 e 30 linhas e no mínimo três parágrafos (um de introdução, um de desenvolvimento e um de conclusão). “O mais comum é o estudante escrever dois ou três parágrafos de desenvolvimento. Depende do perfil de cada um. Vale lembrar que o texto de apoio é apenas um suporte, está ali para ajudá-lo a desenvolver as ideias. Não é o foco da redação. Tem muito aluno se confundindo com isso”, enfatiza o professor. Ele diz que o fera deve criar o título para a redação.
Será apresentado somente um tema na prova. A sugestão de Mário Sérgio é que o candidato reflita antes de iniciar a escrita. Fugir tangencialmente do tema proposto pode resultar na perda de até dois pontos. “O estudante deve usar os instrumentos de que dispõe: lápis, borracha, papel. Grifar as palavras-chave antes de começar a escrever. Refletir cinco minutos, pois faz parte do processo de construção, para depois passar para o papel”, recomenda. Antes de passar o texto a limpo, na folha definitiva, tem que prestar atenção se há erros gramaticais.
Aluna do Motivo, Isabela Botelho, 16 anos, fera de enfermagem, segue uma das orientações do professor. Escreve a redação no rascunho depois responde parte das outras provas. Quando chega na metade, retoma a dissertação e corrige as falhas. “É bom porque essa pausa ajuda a enxergar erros que talvez passassem despercebidos na primeira leitura logo após ter terminado a redação”, afirma Isabela, que sempre gostou de ler. (JC Online)
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