O vereador Manoel da Acosap relatou a sua insatisfação e desabafou no plenário da Câmara Municipal sobre a falta de reconhecimento de integrantes da gestão Miguel Coelho ao trabalho realizado pelos vereadores no processo de regularização fundiária de Petrolina. Segundo o relato feito pelo parlamentar na sessão da última quinta-feira (12), a falha ocorreu durante a entrega títulos de posse a mil famílias do João de Deus.
“Para a gente ter direito a uma escritura pública nos moldes que o prefeito Miguel Coelho está realizando é preciso a existência do Plano Diretor que é a provado por esse Poder Legislativo. Para o prefeito Miguel Coelho chegar onde chegou, foram aprovados requerimentos nessa Casa, audiências públicas. O cartório exige Leis municipais de doação dessas áreas. Cargos comissionados do prefeito que não sabem nem o que é regularização fundiária diz que é pai da criança. Minha Nossa Senhora do Céu. O prefeito só realiza esse feitos se o Poder Legislativo aprovar. Na solenidade que foi houve no João de Deus, o Poder Legislativo não foi nem citado e o presidente da Câmara estava presente”, reclamou o vereador.
No discurso de Manoel da Acosap ainda sobraram críticas para o processo iniciado na gestão passada. “A pergunta é, por que é que Júlio Lóssio não fez (a regularização fundiária)? Usou a Lei da burrice. Passou um decreto do Executivo proibindo todos esses loteamentos darem entrada nos cartórios. Eu fui um deles, fiz todo o processo. Decreto burro, decreto de analfabeto. Ele não poderia fazer isso. Ou ele tinha que retomar o terreno público ou regularizar quem está lá”.


