Docentes da rede privada cruzaram os braços na última quarta-feira.
De acordo com o sindicato, 60% da categoria aderiu à mobilização.
Terminou por volta das 19h desta quinta-feira (06) a reunião entre o Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro) e Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Pernambuco (Sinepe) e não houve acordo entre os envolvidos. O encontro aconteceu na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), no Recife. A greve continua e está prevista, para a tarde da próxima segunda-feira (10), uma assembléia no Sinpro. A nova rodada de nogociações acontecerá na terça-feira (11), na sede da SRTE.
De acordo com o Sindicato dos Professores, pelo menos 300 mil alunos da rede particular ficaram sem aula nesta quinta, após a adesão de 60% da categoria à paralisação. A equipe do G1 visitou escolas nesta manhã e encontrou algumas delas funcionando parcialmente, com aulas apenas para o 3º ano do ensino médio, como o Marista São Luís e o Colégio Damas, ambos na Zona Norte da capital, e o São Bento, em Olinda.
Com aulas do infantil ao ensino fundamental, a escola Nossa Senhora de Lourdes teve as atividades completamente suspensas, assim como o Instituto Capibaribe, ambos na Zona Norte. Já os colégios Agnes e Jesus Crucirficado, na mesma região, mantiveram as aulas normalmente.
A paralisação
Professores da rede particular de ensino de Pernambuco decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado, na quarta-feira (5), em assembleias simultâneas realizadas no Recife, em Limoeiro, Caruaru e Petrolina, no interior do estado. Entre as principais reivindicações dos docentes estão o reajuste salarial de 10% e unificação da hora/aula em R$ 12. Os docentes também são contra a instalação de câmeras nas salas de aula, ideia defendida pelo Sinepe.
A categoria ainda pede concessão de vale-alimentação para todosos professores com dois turnos na mesma escola; bonificação de 30% em ano de Bienal do Livro em Pernambuco, para compra de exemplares; assinatura de jornais e revistas nas salas dos professores e convênios e planos de saúde.
Fonte: G1 Pernambuco
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