A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transnordestina começa a tramitar nesta segunda-feira (16) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Os deputados estaduais prometem ser incisivos no trabalho de reversão da retirada Ramal de Suape do projeto da ferrovia, mais precisam descruzar os braços. Já que o trecho ao portuário de Pecém no Ceará está andando a passos largos.
Quando a matéria começar a ser distribuída na Comissão de Constituição e Justiça para escolha do relator, primeiro passo da tramitação da PEC, já encontrará uma Frente Parlamentar em Defesa do Ramal de Suape, aprovada em plenário na ultima quinta-feira (12).
Por se tratar de uma obra histórica e importante para a integração regional, a Alepe pretende ser protagonista no esforço de garantir que o Estado não seja “boicotado”, segundo frisou o autor da Frente Parlamentar, deputado Waldemar Borges (PSB).
A Frente Parlamentar em Defesa do Ramal de Suape foi aprovada por 37 votos e será composta pelos deputados Aluísio Lessa (PSB), Isaltino Nascimento (PSB), Erick Lessa (PSB), Laura Gomes (DEM), Tony Gel (MDB), Fabrício Ferraz (PP), José Queiroz (PDT), Priscila Krause (DEM) e Diogo Moraes (PSB).
A PEC da Transnordestina é uma resposta de Pernambuco às declarações do ministro da Infraestrutura. Tarcísio Gomes de Freitas, de que o governo federal concluiria apenas o trecho da ferrovia até o Porto de Pecém, no Ceará. Os deputados pernambucanos pressionarão o governo Federal a manter recursos da União na construção do Ramal de Suape. Em último caso, o Estado reivindicaria autonomia para construí-lo com recursos próprios.
“Pernambuco tem vantagens competitivas claras para implantação da ferrovia, que vai impulsionar o escoamento da nossa produção com um modal moderno. Vamos dar o apoio necessário para que o Governo conquiste esse avanço, que vai gerar mais emprego e renda para a população”, destacou o presidente Eriberto Medeiros (PP).


