Uma imagem que era para agradar, mas que atualmente só entristece. A margem do rio São Francisco, no lado pernambucano, em plena Orla Fluvial de Petrolina, está tomada por água-pé. A planta se prolifera com a mesma rapidez que os esgotos in-natura caem no rio.
O trecho de cerca de 1 km entre a Orla II na altura do Restaurante Barretus Grill, até o ponto do Restaurante Maria do Peixe na Orla I, está coberto por água-pé. A planta que nasce onde “a poluição é quem manda”, no caso da margem do Velho Chico em Petrolina, dejetos, coliformes fecais e outros agentes poluidores, são os motivos para o surgimento de forma desordenada dessa espécie vegetal.
Agora esta seria uma cena que poderia ser, pelo menos, amenizada, caso a obra da nova estação de tratamento do esgotamento sanitário de Petrolina estivesse em ritmo mais acelerado. A nova estação vai tratar o esgoto antes de ele ser jogado no rio, mas precisa avançar com os serviços. O trabalho está lento e antes que o cenário fique ainda pior num dos mais conhecidos cartões postais de Petrolina e de Pernambuco, vale colocar a máquina pra moer de verdade e finalizar a obra.
Um investimento de mais de R$ 60 milhões, recursos repassados pelo Governo Federal por meio da Codevasf, em Pernambuco dentro do Plano de Revitalização das Bacias do São Francisco, para a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) que é quem executa a obra se arrasta há um bom tempo.
Um rio que une cinco estados do país, conhecido por todos como o Rio da Integração Nacional, merece atenção prioritária e tomara que quando pronta, a nova estação de tratamento de esgoto de Petrolina possa devolver aos petrolinenses e visitantes, as belas imagens que o Velho Chico sempre proporcionou para quem é daqui ou para quem visita a região.
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