Ricardo Banana

UPAE e HDM fazem alerta sobre hepatites virais neste Julho Amarelo

A Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada e o Hospital Dom Malan, geridos pelo IMIP/Fundação Professor Martiniano Fernandes em Petrolina, fazem um importante alerta neste Julho Amarelo: é preciso continuar testando e tratando as hepatites virais.

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Estudos do Fígado (Ibrafig) aponta uma redução de 40 a 50% no número de testes e tratamentos realizados especificamente contra a hepatite C. A campanha batizada de “Não vamos deixar ninguém para trás”, visa incentivar o diagnóstico e tratamento de portadores dos tipos B e C da doença, além de tentar reverter os prejuízos causados pela chegada da Covid-19.

“Temos que ter atenção para que o aumento das complicações associadas às hepatites virais nos próximos anos não seja mais uma sequela deixada por esta pandemia”, reforça a diretora médica da UPAE, Dra. Bruna Spíndola.

A UPA 24h de Petrolina não registrou atendimentos relacionados às hepatites virais em 2020 e nem no primeiro semestre de 2021. Já no Dom Malan foram registrados 11 casos em 2020 e 3 no primeiro semestre de 2021. “Apesar da redução inicial não podemos descansar com relação a prevenção e diagnóstico precoce. As campanhas precisam continuar e as pessoas precisam se informar sobre o assunto”, acredita a diretora de atenção à saúde do HDM, Dra. Tatiana Cerqueira.

Formas de transmissão das hepatites virais – O tipo C é contraído pelo contato com sangue contaminado. A infecção pelo sexo desprotegido e durante a gestação acontece raramente. Já a hepatite B é uma infecção sexualmente transmissível (IST), passada adiante também por meio do contato com sangue contaminado, gravidez e amamentação. A hepatite D, por sua vez, só ataca os portadores do vírus B e é disseminada pelas mesmas vias. Já as hepatites A e E são transmitidas pelo contato com indivíduos ou água e alimentos contaminados.

Diagnóstico e tratamento das hepatites B e C – Ambas são detectadas com testes rápidos, disponíveis nas unidades básicas de saúde, que ficam prontos em até 15 minutos. Uma vez diagnosticada, a doença tem cura. O tratamento envolve remédios orais, com alta efetividade, fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em um esquema com duração de oito a doze semanas ou seis meses (caso do tipo B), até suprimir de vez a replicação viral.

Dá para prevenir? A vacina, disponível gratuitamente no SUS, é a principal forma de prevenção contra as versões A e B, só que as coberturas andam baixas – para alguns públicos, como os bebês, na casa dos 60%. Outras medidas necessárias para prevenir todas elas são sexo seguro e uso de material perfuro-cortante [como seringas, agulhas e alicates] descartável ou adequadamente esterilizado, nunca compartilhado.

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