Saúde

Vai cair na folia? Aprenda a se prevenir das viroses durante o Carnaval

Especialista alerta para sinais que não devem ser ignorados e orienta sobre formas de prevenção

Com o aumento das viagens, aglomerações e das altas temperaturas durante o verão e o período de Carnaval no Brasil, os casos de infecções virais tendem a crescer. Quadros de diarreia, síndromes respiratórias e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem surgir em razão do descuido com medidas preventivas ou da falta de informação. Embora muitas dessas doenças sejam popularmente chamadas de “virose”, especialistas alertam para a importância de compreender as diferenças entre elas para saber como preveni-las e tratá-las adequadamente.

De acordo com Aida Brandão, coordenadora do curso de Biomedicina da UNINASSAU Petrolina, o termo “virose” engloba diferentes quadros clínicos. “As mais comuns podem ser divididas em três grandes grupos: as gastrointestinais, que provocam diarreia, vômitos e cólicas e estão diretamente ligadas à precariedade na higienização dos alimentos e da água; as respiratórias, como influenza e COVID-19, que apresentam sintomas como dor de garganta, tosse, espirros, obstrução nasal e coriza; e as associadas às infecções sexualmente transmissíveis, causadas por vírus como o HIV, os das hepatites B e C e o HSV 1 e 2, responsáveis pela herpes”, explica.

A biomédica aponta ainda os fatores que contribuem para a disseminação dessas infecções. “Aglomerações, contato físico próximo, ambientes fechados, compartilhamento de objetos, consumo de alimentos contaminados, além da falta de vacinação e de prevenção nas relações sexuais, facilitam a transmissão viral. Quando associados ao consumo excessivo de álcool e à má alimentação, esses fatores podem enfraquecer o sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável”, ressalta.

Segundo Aida, alguns grupos exigem atenção redobrada, especialmente durante o período festivo. “Idosos, crianças pequenas e gestantes apresentam maior risco devido à imaturidade ou às alterações no sistema imunológico. Pessoas com doenças crônicas, autoimunes ou com vacinação incompleta também estão mais suscetíveis. Além disso, quem participa intensamente da folia, com exposição frequente a aglomerações e práticas sexuais desprotegidas, precisa redobrar os cuidados”, alerta.

A especialista orienta quais medidas de prevenção são simples e eficazes para brincar o carnaval resguardando a saúde. “Higienizar as mãos com frequência, manter-se em ambientes ventilados, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas são atitudes fundamentais. Manter a vacinação atualizada e utilizar preservativos nas relações sexuais também são indispensáveis. Para quem vai aproveitar blocos ou viajar, recomenda-se levar água para hidratação, protetor solar, boné ou chapéu, álcool em gel, lenços, preservativos e medicamentos de uso contínuo”, orienta.

Aida chama atenção ainda para os riscos da automedicação e da negligência aos sintomas. “Subestimar os sinais e não buscar orientação profissional pode atrasar o diagnóstico de doenças mais graves, como dengue, COVID-19 ou ISTs. O uso indiscriminado de antibióticos e analgésicos também é preocupante, pois esses medicamentos não são eficazes contra vírus e podem mascarar sintomas, dificultando o tratamento adequado. Ao perceber sinais persistentes ou agravamento do quadro, a recomendação é procurar atendimento de saúde”, finaliza.

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