Na noite da última terça-feira (18/03), o vice-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, participou do lançamento oficial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O evento foi realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em sua sede, em Brasília.
O vice-prefeito Guilherme Coelho, que é agrônomo e lutador pela irrigação no Vale do São Francisco, acredita que esta Associação vai trazer contribuições significativas nas negociações da fruticultura do Brasil para outros países, inclusive beneficiando os produtores da Nordeste.
Durante o evento de lançamento foram apresentadas as propostas e a pauta de trabalho da Associação. Várias autoridades, empresários e associações ligadas ao setor estiveram presentes. Dentre os políticos, participaram do evento o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB), líder da bancada ruralista, e a senadora Kátia Abreu (PMDB), presidente da CNA. Da região do São Francisco, também participaram o presidente do Instituto da Fruta de Juazeiro, Ivan Pinto, e Paulo Dantas da Agrodan, responsável pela diretoria da manga da Abrafruta.
O novo Ministro da Agricultura, Neri Geller, empossado no início da semana pela presidente Dilma Rousseff, também esteve presente na solenidade. Guilherme Coelho conversou diretamente com o ministro e aproveitou para expor algumas das problemáticas enfrentadas pelos produtores na região Nordeste. Entre os pontos discutidos, o vice-prefeito falou sobre a continuidade dos projetos de irrigação na região, estagnados há mais de uma década, e sobre a alta tarifação para a exportação de frutas brasileiras à Europa.
ABRAFRUTAS
Criada no final do ano passado, com o apoio da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, a Abrafrutas atuará em defesa dos interesses da fruticultura, representando um segmento relevante da produção agrícola brasileira, com exportações anuais de 693 mil toneladas e receita de US$ 619 milhões. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, superado apenas por China e Índia.
De acordo com o presidente da Associação, o empresário Luiz Roberto Barcelos, o grupo irá trabalhar em conjunto com a CNA na busca de novos mercados para as vendas externas de frutas brasileiras. Com este fim, umas das barreiras a serem enfrentadas é a baixa competitividade provocada pelas elevadas taxas de exportação para a Europa, cerca de 10% (o que não ocorre com as frutas produzidas em países do mesmo bloco, como Peru, Chile e Equador, que possuem 0% de tarifação).
Outra barreira a ser enfrentada é a questão fitossanitária, pois o registro dos defensivos agrícolas no Brasil é muito antigo e não contempla uma série de produtos, impedindo a exportação dos mesmos.
Ascom
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