As secas, carros-pipa e as adutoras

As grandes secas são cíclicas. Sempre ocorrem. É dever do poder público nunca esquecer disso. Nos últimos anos algumas atitudes louváveis merecem registro: a adutora do Oeste, a adutora do Sertão, a de Afrânio, a de Bodocó, a de Arcoverde, a adutora do Bodocó, a do Riacho Pequeno e mais outras. Por elas, fazem jus os Governadores Roberto Magalhães, Marcos Maciel, Jarbas Vasconcelos.

Ocorre que os efeitos das adutoras citadas apontam o caminho a percorrer no combate à estiagem. Somos a sexta potência mundial. O Semiárido compreende 1.135 municípios. É a região mais pobre do Brasil. Se forem bem cuidadas, as diferenças existentes podem encurtar.

 Não se cuida bem somente com cisternas, carros-pipa e bolsa estiagem. O Brasil aprendeu a transportar energia. Precisa urgentemente transportar água. Para isto é só querer. Temos o São Francisco, temos o Parnaíba, perenes. Temos imensos açudes, grandes e médios. Mesmo assim, ainda se transporta água na cabeça das mulheres.

 É preciso dar um basta em muita coisa. O Brasil tem dinheiro para o trem-bala, para o futebol, para a Transposição, mas não tem para tirar a lata d’água da cabeça das sertanejas.

 Não tem dinheiro para vitalizar projetos como o Poço da Cruz, para concluir o Pontal em Petrolina, Projeto Brejo de Santa Maria, o Graça, para o iniciar o Canal do Sertão, para perfurar os poços, inúmeros no Aquífero do Piauí, na Bacia do Jatobá.

 Os países desenvolvidos colocaram água por meio de adutoras nos povoados, aglomerados e fazendas do Semiárido. As comunidades daqui já não se conformam com as cisternas e carros-pipa. Querem mais adutoras.

 A história das adutoras nos últimos dias tem sido triste. O Governo está dormindo. A adutora de Lopes, em Ouricuri, está se arrastando há seis anos. As adutoras Manguinha e Riacho dos Bois, de Cabrobó, não saem do papel.

 Os Governos Federal e Estadual são dois ausentes.

 É preciso virar a página desta conduta omissa. O que se impõe ao Semiárido é uma nova cruzada para pôr fim a esta carência neste novo século. Chegou a hora do nosso ‘NEW DEAL’ (novo trato), expressão usada pelo presidente americano Rooselvet, para que haja um novo jeito de fazer as coisas funcionarem.

 Eis a atitude que se espera da Presidente Dilma Rousseff e do Governador Eduardo Campos. Não há tempo a perder.

 A sede não espera. Por falta d’água, nesta seca, os humanos estão sofrendo e os animais, morrendo. A economia da nossa região está sendo devorada pela Seca.

Artigo: ex-deputado Osvaldo Coelho

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