Fome escraviza. Miséria escraviza. Desesperança escraviza

O Bolsa Família é uma das iniciativas de combate à pobreza mais reconhecidas no mundo. Famílias que viviam abaixo da linha da pobreza passaram a ter acesso a uma renda mensal, sob a condição de manter crianças e adolescentes na escola, além de acompanhamento nas unidades de saúde.

O país saiu do Mapa da Fome da ONU: o percentual da população subalimentada teve queda de 82% entre 2002 e 2014, a maior registrada entre as seis nações mais populosas do mundo. Segundo o Banco Mundial a pobreza crônica no Brasil caiu de 8,2% para 1% entre 2003 e 2015.

Olhem o que diz Jim Yong Kim, Presidente do Banco Mundialem artigo no Valor Econômico:

“Quando se trata de histórias de sucesso, o Brasil é, sem dúvida, um campeão. Entre 2001 e 2011, a pobreza extrema caiu pela metade – de 9,7% para 4,3% da população. Um total de 22 milhões de pessoas foram retiradas da pobreza – mais do que a população de Angola ou da Romênia. Além disso, em contraste com muitos países de renda média, a desigualdade diminuiu durante esse mesmo período. Estas conquistas impressionantes devem-se a mais do que apenas uma economia crescente e um mercado de trabalho dinâmico. Elas devem muito à concepção e implementação pioneira de programas sociais inovadores no Brasil, com o Bolsa Família (BF) como exemplo mais proeminente.

O BF foi um dos primeiros programas de transferência condicionada de renda (CCTs) ele teve como ponto de partida os CCTs estaduais, buscou também inspiração na abordagem integrada do Programa PROGRESA do México e se tornou referência para políticas sociais do mundo inteiro. Tendo alcançado um quarto da população – mais de 50 milhões de pessoas – em dez anos, o programa teve impactos positivos na saúde e na educação, tudo em um contexto complexo, descentralizado e com baixos custos administrativos.

O sucesso do Bolsa Família é resultado de um investimento sistemático em capacidade de implementação, ferramentas de gestão eficazes e um processo constante de aprendizagem e inovação. Há muito a se aprender com isso e com a experiência subsequente, o Brasil sem Miséria, que se concentra na capacitação, crédito, acesso a serviços públicos e conta com a Busca Ativa por cidadãos pobres que ainda não foram cobertos pelo BF”

Fundo Monetário Internacional (FMI) incluiu na sua análise anual sobre a economia brasileira (artigo IV) um pequeno box no qual avalia os efeitos do Bolsa Família e do Brasil Sem Miséria. No texto, o Fundo ressalta o baixo custo do programa criado em 2003 pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e a melhora significativa dos indicadores sociais decorrente do resgate de cerca de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza.

PROGRAMA BRASILEIRO DE 2011 CONTRA A FOME E A MISÉRIA VIRA MODELO NO G20. Esta é mais uma manchete que repõe a verdade sobre os programas sociais dos governos Lula-Dilma.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) realmente pode falar com propriedade de trabalho escravo. Afinal escravo é alguém que trabalha sem ter direitos trabalhistas. Alguém que trabalha sem carteira. Alguém que trabalha a vida toda e não vai se aposentar, vai morrer trabalhando. Escravo é o que Rodrigo Maia e este governo estão criando com o fim da CLT e da previdência. Uma legião de escravos.

Mais do que isto querem, Rodrigo, o governo e os seus aliados, acabar com a legislação e fiscalização que caracterizam condições como análogas as do trabalho escravo.

O ataque ao Bolsa Família, programa com reconhecimento internacional, é o sinal para começar a extingui-lo. Cortes em programas e políticas de proteção social têm sido a regra. O Governo Temer optou claramente por cortar benefícios e reduzir, drasticamente, as subvenções dos programas sociais.

O Golpe é contra os direitos conquistados, o Golpe é contra as oportunidades. O Golpe é contra os pobres, e a fome é a parte mais visível deste “Novo Brasil” que Maia quer trazer de volta.

A escravidão dos mais pobres era não ter direito ao mínimo, viver na miséria a sem oportunidades. O Bolsa Família e as políticas afirmativas dos nossos governos mudaram essa realidade.

Mas FMI, Banco Mundial e G-20 são organismos que o deputado Rodrigo Maia conhece bem, portanto, não lhe falta informação. O que lhe falta é compromisso com os pobres e com a verdade. (247)

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