Justiça nega pedido de transferência de Elize para Itapevi

A Justiça negou o pedido de transferência de Elize Matsunaga para a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. Desde a última quarta-feira (20), ela ocupa uma das celas da Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, onde também estão Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da menina Isabella Nardoni, e Suzane Von Richthofen, condenada por planejar o assassinato dos pais.

Em sua argumentação, o juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri da capital, afirmou que o interesse público tem que ser observado acima de tudo. No início da semana, o promotor José Carlos Cosenzo já havia dado parecer negativo à solicitação, alegando que a proposta não tinha fundamentação jurídica. O representante do Ministério Público (MP) se baseou no princípio da isonomia, segundo o qual todos são iguais perante à lei, para se posicionar contrário ao retorno da ré para Itapevi.

Os advogados de Elize justificaram o pedido, afirmando que a cliente precisava estar perto deles para ajudar na elaboração de sua defesa técnica e Tremembé fica a 147 km da capital paulista. Além da cadeia de Itapevi, os advogados sugeriram como alternativa o 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, zona sul de São Paulo.

Ela teve a prisão preventiva decretada na semana passada e deve ficar detida até o julgamento. Ao ser interrogada pela polícia, confessou ter matado e esquartejado o marido, o executivo da Yoki, Marcos Matsunaga. O MP a denunciou por homicídio doloso (quando há intenção de matar) triplamente qualificado, já que o crime teria sido praticado por motivo torpe, de forma cruel e sem dar chance de defesa ao empresário, segundo o Ministério Público. Elize responderá ainda por ocultação de cadáver.

 Uniforme e isolamento

Em Tremembé, Elize recebeu, como é de praxe, um kit com toalha e produtos básicos de higiene, como sabonete, escova de dente e creme dental, além da calça cáqui e da blusa branca que fazem parte do uniforme do sistema prisional do Estado

Os primeiros dez dias dela na unidade serão de isolamento, em razão do chamado regime de observação. Durante o período, só é permitida a visita do advogado.

O regime é uma forma de verificar como será a adaptação dela ao sistema carcerário e como as demais presas se manifestam diante da nova interna, se há repúdio ou acolhimento.

Elize foi detida em 5 de junho e, após confessar o crime, teve a prisão temporária prolongada. Ela ficou durante 15 dias na cadeia de Itapevi, onde permaneceu sozinha em uma cela de 9 m².

Fonte: R7.com

Blog do Banana

Deixe seu comentário