Aldeia Vale Dançar promove intercâmbio entre atrações nacionais e grupos regionais.

Atrações nacionais e grupos locais prometem dar um brilho todo especial a segunda semana do festival Aldeia Vale Dançar, que começou no último dia 18 – movimentando a cena artística de Petrolina com oficinas de dança, mostras, espetáculos e seminário, e prossegue até a próxima sexta-feira (27), encerrando a programação com o OverDança, ou seja, 12 horas ininterruptas de atrações.

Na segunda-feira (23), o movimento começa logo cedo, às 17h na Biblioteca do Sesc com o Pensamento Giratório, uma das ações do cruzamento do Aldeia Vale Dançar com o Palco Giratório, este que é considerado um dos principais projetos do Sesc Nacional. A Cia Mário Nascimento, de Minas Gerais foi escolhida para encabeçar a intervenção. A atração seguinte, Aluga-se um Coração, apresentado pela Cia Qualquer Um dos 2 vai chamar a atenção do público para o Palco do Sesc, a partir das 20h30. Trata-se de um espetáculo de dança contemporânea que investiga e expõe as relações afetivas, com o que elas carregam de mais humano e temporal. Aluga-se um Coração tem a direção de Jailson Lima e a classificação etária para maiores de 16 anos. Na terça-feira (24), a Cia Mário Nascimento volta à programação às 19h com o espetáculo, Escapada. Uma ousada proposta que mescla, dança, música e teatro para dizer, em movimentos, da fuga do homem das grandes metrópoles. “È o homem psicologicamente e fisicamente sufocado”, como bem definiu o diretor, Mário Nascimento.

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A praça do Bambuzinho, recebe a partir das 18h, na quarta-feira (25), dois dos mais marcantes espetáculos de dança popular deste Aldeia Vale Dançar. Do terreiro de Salú, apresentado pela Cia Balançarte e A Nova Sina de Mateus e Catirina, trazido pela Cia de Dança Eparre Oya, de Salgueiro-PE. Enquanto a Cia Balançarte, de Petrolina homenageia um dos mais importantes artistas populares de Pernambuco – Mestre Salustiano Soares ou mestre Salu, os dançarinos de Salgueiro retratam com fidelidade as peripécias de Mateus para conseguir satisfazer as vontades da sua esposa grávida, Catirina, que deseja comer a língua do boi. Personagens por demais conhecidos das histórias populares nordestinas.

E o movimento continua às 20h na Galeria de Artes do Sesc, com a apresentação do vídeo Muganga, do grupo Peleja, de Recife-PE, que aborda a relação entre sambadores de Cavalo Marinho (manifestação tradicional da Zona da Mata Norte pernambucana), e artistas de teatro e dança que utilizam elementos desta brincadeira em suas criações. Depois, o grupo Peleja de Salvador-BA, mostra o espetáculo, Cordões que é o resultado de uma investigação em dança impulsionada pela experiência do encontro entre a dançarina Carolina Laranjeira e a manifestação tradicional do Cavalo Marinho. E encerrando as atividades da quarta-feira, o público vai conferir o espetáculo Guarda Sonhos do grupo Peleja de Recife – PE. Um momento de poesia e situações lúdicas com encenação de Tainá Barreto, que convida o espectador a uma viagem pelas sensações humanas ao contar histórias com seu corpo.

Fonte: Clas Comunicação

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