Após reforma, viveiro municipal poderá produzir até dez mil mudas

imagemO viveiro municipal- situado na escola Miguel Arraes, no bairro Henrique Leite, zona norte de Petrolina- está de cara nova. Há poucos dias, técnicos da Agência do Meio Ambiente (AMMA) estiveram no local e fizeram um trabalho de recuperação que incluiu a troca das estacas por madeiras tratadas e melhorias no sistema de irrigação. A expectativa é de que agora o ambiente possa ser aproveitado em sua total capacidade, chegando a produzir futuramente até dez mil mudas que serão distribuídas para a populaçao.

“Atualmente nós temos uma média de duas mil mudas de espécies nativas da caatinga. Com essa implementação, preparamos o viveiro para ter mais capacidade de produção e, desta forma, seguir com um de seus objetivos que é o de disponibilizar plantas que certamente contribuirão para o processo de arborização da cidade”, enfatiza o técnico da AMMA, Francinaldo Ferreira.

Além de produzir mudas para distribuição, o viveiro municipal serve como espaço para educação ambiental. Estudantes de diversas instituições de ensino podem solicitar uma visita ao local, que abriga espécies da caatinga como aroeira, umburana, ipê, dentre outras. As visitas geralmente são acompanhadas pelo ambientalista e membro do setor de Educação Ambiental da AMMA, Vitorio Rodrigues, que aborda sobre as espécies: como adquirir, como plantar, como cuidar. Outros aspectos sobre o Meio Ambiente também são colocados durante as palestras.

“Em pouco mais de dois anos, o viveiro tem conseguido cumprir com o seu papel, que tanto diz respeito à educação ambiental quanto à produção de mudas para arborização da cidade. Com essa reforma, esperamos atingir nossa capacidade de produção e termos uma resposta bem mais rápida para a população”, pontua o diretor presidente da AMMA, Gleidson Castro.

Visitas- Escolas ou instituições que queiram agendar visitas ao viveiro, podem agendar junto ao setor de Educaçao Ambiental da AMMA, através do telefone 87 3866 2779.

Doação de caixas- Caixas de leite longa vida que quando vazias normalmente vão parar no lixo e se constituir em um sério problema ambiental por serem de difícil biodegradação, podem se transformar em um importante elemento aliado da natureza. As embalagens podem ser reproveitadas para o plantio de mudas. Com essa atitude, as caixinhas são reutilizadas por um período entre 8 e 12 meses a mais, tendo como resultado as plantas que nelas são produzidas e a quebra de resistência antes de manda-las de volta para a natureza, considerando que além de ser de difícil degradação, também é de difícil reciclagem.

As cerca de duas mil mudas de espécies nativas e adaptáveis à nossa região que estão no viveiro, já estão dentro de caixinhas de leite. Toda a população pode ajudar no processo. “Quem quiser nos doar caixas de leite basta juntar e entrar em contato para que a gente possa articular como vai fazer a coleta. O mais importante é a pessoa saber que vai contribuir para a diminuição de um impacto ambiental”, frisa o ambientalista Vitório Rodrigues.

Ascom AMMA

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