Em PE, alunos de enfermagem ficam sem registro após concluírem curso

Alunos do curso técnico de enfermagem da Escola Universo, de Olinda, estão passando por problemas para se inscrever no conselho regional da categoria depois de dois anos de estudos; a informação é de que o curso que fizeram não é reconhecido. A escola, que oferece as aulas há nove anos e já formou 23 turmas, acredita que um erro de publicação no Diário Oficial do Estado tenha provocado o problema.

Os estudantes que acabaram de concluir o curso técnico estão decepcionados. É o caso de Rosângela Camilo: “eu perdi meu sonho, minha realização profissional foi por água abaixo. Estou me sentindo enganada neste momento”, contou. Uma portaria da Secretaria de Educação extinguiu, no fim de 2009, os cursos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de técnico em enfermagem da Escola Universo. Por isso, o Conselho Regional de Enfermagem não reconhece mais o curso ministrado pela instituição.

Os estudantes contam que a turma era de 26 alunos e que 16 chegaram ao fim do curso. Dijanete Pereira disse como se sentiu quando soube que os dois anos de estudo não teriam validade. “Perdemos dois anos e foi um sonho destruído. Foi muito difícil para terminar esse curso, muitas vezes a gente ia andando, tirava coisas de dentro de casa, faltava de fazer feira para os nossos filhos”, lamentou.

A Escola Universo fica no bairro de Rio Doce, em Olinda. A diretora da instituição, Maria de Fátima Ramos, disse que só na semana passada ficou sabendo que o Conselho de Enfermagem não estava reconhecendo o curso oferecido. Em relação à portaria de 2009, ela mostrou um requerimento feito em fevereiro de 2010, que solicita à secretaria a republicação da portaria, extinguindo apenas o curso de Educação de Jovens e Adultos.

Para a diretora, o que está havendo é um grande mal entendido. Ela explicou que voltou a procurar a Secretaria de Educação para regularizar a situação e confia que os alunos não serão prejudicados. “Em 2009, eu tinha ainda o antigo supletivo, que depois, na nova nomenclatura, passou a ser chamada de EJA – Educação de Jovens e Adultos. Eu não me vi satisfeita com o EJA porque os alunos não queriam frequentar a aula, só queriam fazer a prova. Então, pedi para ser extinto o curso do EJA. Só que, como ele passou a fazer parte da profissional e tecnológica, foi embora o ofício, só que foi com curso de enfermagem”, disse.

A diretora informou ainda que, quando saiu a publicação, uma funcionária do governo teria ligado para perguntar se a escola estaria cancelando o curso de enfermagem. Com a resposta negativa, foi solicitado o envio de um documento retificando a portaria. “Não sei o que houve, só sei que foi falha humana de tramitação dentro do órgão, porque a retificação não foi publicada. Acredito que possa existir a possibilidade de fazer uma publicação retroativa a essa data, e essa retificação passa a valer para que esses alunos não fiquem prejudicados, por hipótese alguma”, contou Maria de Fátima.

A Secretaria de Educação do estado informou que, na manhã desta quarta-feira (18), técnicos da Secretaria Executiva de Educação Profissional e da Gerência Regional de Educação foram até a escola, junto com um representante do Conselho Regional de Enfermagem. O grupo orientou a diretora sobre o que fazer para regularizar a situação. De acordo com o Conselho Estadual de Educação, os alunos que já concluíram o curso não serão prejudicados. Eles vão receber os certificados assim que o curso for reconhecido.

O Conselho Regional de Enfermagem ainda disse que os estudantes de cursos técnicos podem consultar o site do Ministério da Educação para consultar uma lista com todas as escolas autorizadas a funcionar.

Fonte: G1/PE

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