Justiça afasta seis vereadores de Ipojuca

Passados cinco anos das primeiras denúncias, a Justiça decidiu, quinta-feira, afastar seis dos dez vereadores de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. O grupo é acusado de peculato e formação de quadrilha. De acordo com a acusação, entre outros crimes eles teriam se apropriado de cartões de salários dos servidores do Legislativo, ficando com 80% do que era recebido pelos auxiliares.

O caso veio à tona em 2007, quando o vereador Júnior Alves (PSL) foi preso em Fortaleza (CE) sacando dinheiro em um caixa eletrônico com 35 cartões pertencentes a servidores da Casa. Na época, ele alegou que os cartões estavam em seu poder porque atuava como agiota na Câmara. O caso chamou a atenção do Ministério Público, que indiciou todos os vereadores do município.

Pela sentença da juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado, foram afastados, além de Júnior Alves, os vereadores Odimeres da Silva (Nem Batatinha, PDT), Paulo Lins (PDT), Fernando de Oliveira (PSL), Valter Pimentel (PMDB) e Carlos Guedes Monteiro (PMDB), o presidente da Câmara.

Na decisão, Andréa Calado atendeu em parte a ação movida pelo Ministério Público de Pernambuco, que pedia, além do afastamento, a prisão preventiva dos vereadores. A juíza, entretanto, entendeu que o afastamento das funções já seria suficiente para que os acusados não atrapalhassem as investigações. O processo corre em segredo de Justiça, e os vereadores ainda podem recorrer da decisão.

Os vereadores são suspeitos, também, de terem utilizado os cartões de crédito dos servidores para fazer empréstimos consignados. Dos investigados, estão sem mandato Amaro Alves da Silva, Heleno Alves da Silva, Gilson José Ribeiro e Elias José da Silva. Os seis vereadores afastados ontem chegaram a ser considerados inelegíveis em 2008, mas conseguiram assumir o mandato. Os outros quatro ficaram na suplência.

Procurados pela reportagem, eles não quiseram se pronunciar. Através da assessoria de imprensa da Casa, o procurador adjunto da Câmara, Carlos Henrique, informou que os “vereadores foram pegos de surpresa com a decisão e vão preparar a defesa para retomarem o mais rápido possível as suas funções parlamentares”. Afirmou ainda que “a decisão foi tomada com base em um fato de 2007, que não ocorre mais”.

Fonte: Pernambuco.com

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