Justiça concede liberdade a patrono da Beija-Flor e presidente da Imperatriz Leopoldinense

Após quase dois meses preso, o patrono da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David, o Anísio, de 75 anos, deve ser libertado nesta sexta-feira (9). Na noite de quinta (8), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Sebastião Reis Junior, aceitou o pedido de habeas corpus para o contraventor. A mesma decisão já havia beneficiado, na semana anterior ao Carnaval, o presidente da Acadêmicos do Grande Rio, Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, e também foi estendida nesta quinta a Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho, presidente da Imperatriz Leopoldinense. Ambos não foram presos.

Anísio que, responde a processo por contravenção, aguarda o alvará de soltura para deixar a prisão.

Prisão de Anísio

Anísio foi preso no dia 11 de janeiro e passou a noite no hospital penitenciário com um quadro clínico de arritmia cardíaca e hipertensão. Segundo a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), depois de passar por exames na unidade, o bicheiro teve alta médica. Além de contravenção, corrupção, jogo do bicho e crime contra economia popular, o bicheiro é acusado de formação de quadrilha armada.

O contraventor estava em liberdade graças a um pedido de liberdade concedido antes do Natal. Alvo da operação Dedo de Deus da Polícia Civil, que investiga o jogo do bicho em pelo menos quatro Estados, o patrono da Beija-Flor é acusado de controlar as bancas da jogatina na Baixada Fluminense.

Escoltado por um policial civil, o contraventor, que estava com R$ 7.000 em dinheiro, foi preso em Copacabana, na zona sul. O agente e um aposentado que acompanhava Anísio também tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. No dia 14 de fevereiro ele voltou a ser internado no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na zona sul do Rio, devido a problemas no coração.

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