Mais de 18% dos Pernambucanos são analfabetos

Segundo dados do Censo de 2010, 18,1% da população de Pernambuco ainda é composta de analfabetos. Praticamente, essa estatística se reflete em mais de um milhão e meio de pernambucanos que não sabem ler nem escrever – um dado triste a ser analisado no Dia da Educação, comemorado hoje. “No Censo de 2000, os números eram 24,5%. Tivemos um bom resultado no total de redução nesses dez anos, mas obviamente temos consciência que ainda existe um grande desafio. Hoje, trabalhamos com a meta de reduzir 50% desse total até 2015”, pontuou a coordenadora executiva do programa Programa Paulo Freire – Pernambuco Escolarizado, Vera Capucho. Ela pontuou que a queda nos números se deve não só aos programas específicos, como também à melhora da qualidade da educação básica.

O programa Paulo Freire, da Secretaria de Educação do Estado, faz parte do Programa Brasil Alfabetizado do Ministério da Educação e Cultura e é o segundo maior em número de atendimentos do Brasil. O objetivo é alfabetizar pessoas com 15 anos ou mais, inclusive moradores de áreas rurais e de difícil acesso, àqueles que cumprem penas em unidades prisionais e jovens que se encontram em unidades de medidas socioeducativas. Desde 2009, 450 mil pernambucanos participaram do programa, dos quais 60% concluiu o processo.

“O nosso objetivo é favorecer a população em situação de vulnerabilidade social por meio da alfabetização de pessoas em núcleos formados nas próprias comunidades, que podem ser ministradas as aulas. Para montar um núcleo, é preciso identificar na comunidade a população analfabeta ou com baixa escolaridade e espaços sociais que possam ser utilizados como sala de aula, preencher formulários de cadastramento e entregar nos postos de inscrição”, pontuou Capucho. Se a Secretaria aprovar a solicitação, os formadores passam por um processo de preparação para levar adiante o projeto.

Ana Carla de Souza Angelim, 33 anos, é uma das educadoras do Programa. “Eu já dava aulas para crianças e me interessei em alfabetizar adolescentes e adultos. Colocamos alguns cartazes nas escolas da região”. Agora, ela já está na quinta turma de 20 pessoas. “Procuramos inserir os estudos no meio em que eles vivem”, disse ela, que explicou ainda que, em média, um adulto demora cerca de quatro anos para aprender a ler.

Fonte: Folha-PE

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