Número de alunos em cursos profissionalizantes cresce mais de 80% em oito anos, aponta estudo

O número de brasileiros matriculados em cursos profissionalizantes no Brasil cresceu 83% entre 2002 e 2010, segundo dados da pesquisa “As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda”, divulgada na manhã desta quarta-feira (8) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

Com base nos dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em maio de 2004, 13,4% das pessoas em idade ativa (acima de dez anos) estariam frequentando, ou já teriam frequentado cursos profissionalizantes. Entram nessa soma cursos de qualificação profissional, técnico de ensino médio ou tecnólogo superior.

Em setembro de 2010, este número passa a 24,6% – crescimento de 83%, a quase totalidade do salto foi entre 2004 e 2007.

O estudo revela ainda que as classes tidas como excluídas (mulheres, negros e jovens da periferia) são as que mais procuram esse tipo de formação.

A demanda por educação profissional entre os jovens de 15 a 19 anos subiu de 2,1% em março de 2002 para 3,7% em setembro de 2010.

No mesmo período, entre as mulheres, o crescimento foi de 9%. Entre os negros, foi de 3%. O maior crescimento foi computado entre moradores de periferias metropolitanas, totalizando 16%.

A participação dos jovens, de modo geral, também cresceu. Entre os estudantes de 16 anos, houve um salto de 3% para 7% do total de matriculados.

Segundo a pesquisa, o impacto da renda familiar na demanda é positivo, mas diminui à medida que a renda sobe.

Para os pesquisadores, boom profissionalizante passa pelo boom de cursos de informática para adolescentes em ONGs ou lan houses.

Na população entre 15 e 19 anos de idade os cursos de informática representam metade dos cursos de educação profissional. Na população entre 10 e 14 anos de idade, três quartos dos cursos de educação profissional são de informática.

Fonte: R7

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