O abraço da morte

Todo mundo em Afrânio lembra do episódio na eleição de 2006, quando Adalberto Cavlcanti, então prefeito de Afrânio, fechou uma rua com um dos seus trios elétricos na tentativa de inviabilizar um ato político do então candidato a governador Eduardo Campos.

Isto foi durante o primeiro turno, quando Adalberto apoiava Mendonça Filho. Estranhamente, Adalberto pulou para o lado de Eduardo durante o segundo turno, uma prova de que ele não tem lado na política, e está disposto a tudo para permanecer ao lado do poder.

Prova disto é a sua aliança ora firmada com Fernando Filho. Afinal, o que ganharia Adalberto caso apoiasse Odacy Amorim, a quem também já desferiu palavras duras e agressivas na eleição de 2010, quando os dois eram candidatos a deputado estadual e se engalfinhavam pelos votos de Rajada e Pau Ferro.

Adalberto gosta mesmo é do poder. Sabe que ser deputado estadual não é mais do que o vereador regional, que não manda em nada, e apenas pede e implora ao governador. Sua aproximação com Fernando Bezerra traz o gosto do poder para perto de si, quando Adalberto pensa ter acesso fácil e direto ao Ministério da Integração Nacional e às suas verbas faraônicas.

O que Adalberto se esquece é que, mesmo que Odacy perca a eleição para prefeito este ano, ele sai fortalecido para 2014 e sem dever nenhum favor a Fernando Bezerra nem ao próprio Cavalcanti.

Assim como Clementino Coelho, Luiz Eduardo, Diniz Cavalcanti, Cesar Durando e Ciro Coelho, que caíram nas graças de FBC e no esquecimento do eleitor, Adalberto engrossa a fila dos que experimentaram o gosto de um abraço mortal.

Esquece Adalberto que o seu dinheiro já não compra tudo, mas pode ser desperdiçado com os custos de uma aliança de morte.

Blog do Banana

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