O processo da Reeleição

A política partidária é dinâmica. Quem é adversário hoje, amanhã é um aliado em potencial. Esse é o quadro da conjuntura política de nosso país.

Em relação ao processo da reeleição, se fizer o dever de casa, é claro que a população fará uma leitura das ações de tal parlamentar e confirmará nas urnas o seu nome para mais um mandato. Mesmo que o povo em si não seja politizado, ainda é possível enxergar com clareza o gestor que trabalha. E aquele que faz de conta, fica só no campo das promessas, medíocre e fraco. Partindo dessa premissa, apesar de não ser um analista político, não entendemos porque um homem público não consegue se eleger, principalmente aquele que tem a máquina administrativa nas mãos. É óbvio que as coisas acontecem de forma contínua, sempre com planejamento estratégico, aos poucos, desenvolvendo ações positivas que reflitam na população. Em relação aos recursos públicos deve-se fazer uso com cuidado e responsabilidade. Devemos ter em mente que estamos ali a serviço do povo, afinal de contas somos seus empregados e administrar bem é bom pra todos. Evidentemente isso teria que ser feito já no início do governo, mas o primeiro ato administrativo por parte do gestor que está administrando um cargo público é fazer um diagnóstico da situação, objetivando ter uma visão geral e valorizar o quadro de servidores. Esses agentes públicos contribuem com a qualidade dos seus serviços prestados e são formadores de opinião. Honrar os contratos e verificar se há o ilícito nos mesmos é também uma decisão importante e eficaz. Um bom homem público é semelhante a um bom médico: antes de passar algum tipo de medicamento, ele passa uma bateria de exame para tentar solucionar o problema com mais precisão, principalmente em casos delicados que inspiram cuidados. Não é assim em relação ao Município, o Estado e à União? Às vezes, as medidas têm impacto forte e até impopular, porém, são necessárias para garantir a governabilidade com eficiência.

Com relação ao cumprimento de metas, deve-se distinguir o que é prioridade e o que é emergencial, o que deve si fazer em curto prazo e em longo prazo. O que deve fazer agora ou depois, sempre com planejamento. Uma boa equipe de governo é meio caminho andado. O problema é que nem todos vestem a camisa como deveria. Outros estão no cargo, mas fazem um trabalho relaxado, sem inspiração e sem compromisso com o povo. Uma atuação deficiente sempre compromete a imagem do governo. Toda ação reflete no poder central que seja positiva ou negativa. Quando dá certo, aplausos, quando dá errado, a mesma mão que bate palmas apedreja. Funciona assim o sistema. É fato, ninguém governa sozinho. É pra isso que existem os secretários, os assessores e os auxiliares do escalão do governo para ajudarem no cumprimento da missão. Pra quem está começando na vida pública o desafio é enorme, mas, logo se tornam professores de orçamento e administração pública. O melhor professor é o tempo, aprendemos pela prática e repetição. Talvez seja uma análise grosseira, sem dados estatísticos e nem especialização no assunto, entretanto, com bastante argumentação e fundamento. Toda decisão passa sempre pelo o crivo da política partidária. Se nós, eleitores, atentássemos para essas questões, nossas escolhas representativas seriam mais sensatas. Saberíamos escolher tal candidato não só pela ideologia do partido A ou B, e sim, pelo o histórico da pessoa que está pleiteando tal cargo ou função. Outro vício politiqueiro é mostrar serviço em final da gestão, principalmente no ano da eleição, pois julgamos que o povo tem memória curta e só enxergará as obras meritórias de tal governo a mais recente. E ai minha gente corremos contra o tempo, inaugurando obras aqui, outras ali, iniciamos os serviços e não concluímos, porque tem licitação e as burocracias do setor público etc. Tivemos quatro anos para desenvolver ações pelo o social e fizemos vistas grossas, se houvesse um planejamento dos objetivos que se pretendia alcançar e um controle para saber se tudo aconteceu de acordo com o que foi planejado, ia pra disputa na certeza do dever cumprido e a consciência tranqüila e o reconhecimento da população. O poder pertence ao povo, e todos (com algumas exceções) têm a oportunidade de participar de um grande exercício da cidadania que é escolher o melhor candidato para conduzir os destinos de sua cidade. Reflita e faça sua escolha sem paixão e nem bandeira, apenas com seriedade e compromisso de quem quer o melhor para sua terra e pra sua gente. Eu penso assim e você?

Antonio Damião Oliveira da Silva (damis.oliver@hotmail.com)
Guarda Municipal de Petrolina- PE
Professor de Matemática
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