Papa faz oração do Ângelus e lembra importância dos avós na vida de fiéis

Por Ricardo Banana
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imageO Papa Francisco fez ao meio-dia desta sexta-feira (26) a oração do Ângelus no balcão do Palácio São Joaquim, na Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele fez um breve discurso no qual lembrou a importância dos anciãos e das crianças na construção do futuro dos povos. Também pediu que os jovens presentes enviassem uma saudação aos seus avós, já que hoje no Brasil é celebrado o dia dos avós. Agora, o pontífice participa de um almoço com dois jovens de cada continente no local (leia a íntegra do discurso no final da reportagem).

“Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé. Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa. Hoje, na festa de São Joaquim e Santana, no Brasil se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade”, afirmou.

A oração do Ângelus, também conhecida como a hora do Ângelus, não é uma cerimônia ou de uma missa, mas o momento em que o Papa faz alusão a algum assunto do dia para, em seguida, fazer a oração e abençoar os peregrinos. A hora do Ângelus é habitualmente feita por Francisco aos domingos do balcão do apartamento papal, no Vaticano.

Antes, Francisco encontrou jovens detentos no Palácio São Joaquim, residência do arcebispo do Rio de Janeiro.

“Crianças e anciãos constróem o futuro dos povos. (…) Esse diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado. Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Saudamos aos avós! Eles, os jovens, saúdem os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente”, completou o pontífice em sua mensagem no palcão do prédio.

Francisco lembrou que a Ave Maria é uma oração simples e que na Jornada ela é rezada em três momentos do dia: pela manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. “É, porém, uma oração importante. Convido a todos a rezá-la”, disse antes de iniciar a oração.

Ele também agradeceu pelo recepção no Rio de Janeiro. “Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês, pelo acolhimento amoroso com que manifestam seu carinho para o sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a ele e de pertencer à Igreja e do compromisso de viver e testemunhar a fé.”

Uma multidão esperou desde cedo em frente ao palácio. Os fiéis cantaram músicas religiosas à espera do pontífice. No trajeto até a Glória, Francisco solicitou a parada do papamóvel para que, em vez de os seguranças levarem bebês e crianças de colo até o veículo, ele mesmo caminhasse até a multidão de pessoas de todas as idades que queriam vê-lo de perto. Ele trocou breves palavras com uma senhora idosa, que o abraçou longamente antes de ser abençoada.

Confissão

Mais cedo, o Papa ouviu a confissão de cinco jovens inscritos na Jornada Mundial da Juventude, durante encontro na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio de Janeiro. O grupo foi formado por três brasileiros, uma italiana e um venezuelano. O pontífice fez também uma oração com os fiéis.

No total, 50 confessionários foram montados na Quinta da Boa Vista para que outros jovens se confessem aos padres. Uma das estruturas foi usada pelo Papa, que chegou ao local em carro fechado por volta das 9h30, acenou aos fiéis que o esperavam, mas não fez o trajeto a pé que estava programado até a tenda. A comitiva usou entrada próxima à antiga residência da família real, e não a entrada da Estação de São Cristóvão, como previsto.

O seminarista Paulo Colombiano foi o primeiro a chegar na Quinta da Boa Vista. O jovem de 19 anos veio da Praça Seca, na Zona Oeste, e chegou por volta das 5h. “Seria um momento sem palavras se encontrasse o Papa e, claro que pediria uma benção”, disse ele.

Agenda extensa

Em seu quinto dia no Brasil, o Papa Francisco tem mais um dia cheio de compromissos para cumprir. Às 7h30, de acordo com a agenda divulgada, o Papa celebrou uma missa privada no Sumaré, onde está hospedado.

À tarde, o roteiro é Copacabana, com passeio de papamóvel. A previsão é que Francisco chegue ao bairro às 17h45. Com o carro aberto, ele percorre do Posto 6 até o Leme. Às 18h, o Papa chega ao palco, onde acompanha o 3º ato central da JMJ: a encenação da Via-Sacra. Ao final, faz um discurso.

Confira a íntegra da fala do Papa:

Caríssimos irmãos e amigos, bom dia!

Dou graças à divina Providência por ter guiado meus passos até aqui, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Agradeço de coração sincero a Dom Orani e também a vocês pelo acolhimento caloroso, com que manifestam seu carinho pelo Sucessor de Pedro. Desejaria que a minha passagem por esta cidade do Rio renovasse em todos o amor a Cristo e à Igreja, a alegria de estar unidos a Ele e de pertencer a Igreja e o compromisso de viver e testemunhar a fé.

Uma belíssima expressão da fé do povo é a “Hora da Ave Maria”. É uma oração simples que se reza nos três momentos característicos da jornada que marcam o ritmo da nossa atividade quotidiana: de manhã, ao meio-dia e ao anoitecer. É, porém, uma oração importante; convido a todos a rezá-la com a Ave Maria. Lembra-nos de um acontecimento luminoso que transformou a história: a Encarnação, o Filho de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré.

Hoje a Igreja celebra os pais da Virgem Maria, os avós de Jesus: São Joaquim e Sant’Ana. Na casa deles, veio ao mundo Maria, trazendo consigo aquele mistério extraordinário da Imaculada Conceição; na casa deles, cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade. São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé e o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!

Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família.

O Documento de Aparecida nos recorda: “Crianças e anciãos constroem o futuro dos povos; as crianças porque levarão por adiante a história, os anciãos porque transmitem a experiência e a sabedoria de suas vidas” (Documento de Aparecida, 447). Esta relação, este diálogo entre as gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado! Nesta Jornada Mundial da Juventude, os jovens querem saudar os avós. Eles saúdam os seus avós com muito carinho. Aos avós. Saudamos os avós. Eles, os jovens, saúdam os seus avós com muito carinho e lhes agradecem pelo testemunho de sabedoria que nos oferecem continuamente.

E agora, nesta praça, nas ruas adjacentes, nas casas que acompanham conosco este momento de oração, sintamo-nos como uma única grande família e nos dirijamos a Maria para que guarde as nossas famílias, faça delas lares de fé e de amor, onde se sinta a presença do seu Filho Jesus . (G1)

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