Paralisação de professores da rede pública continua em 19 Estados nesta quinta-feira

A greve nacional de professores continua na maioria do País nesta quinta-feira (15). Ao todo, 19 Estados devem ter paralisações e protestos de docentes que cobram dos governos o cumprimento da lei que determina o piso salarial mínimo de R$ 1.451 para a categoria e também o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação.

Os Estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, São Paulo, Roraima, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins são os que mantêm o movimento grevista.

As demais unidades federativas devem realizar apenas assembleias e atividades de panfletagem, sem prejuízos aos estudantes.

Segundo a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), ainda não há uma estimativa de quantos profissionais entraram em greve em todo o País.

A assessoria de imprensa da entidade informou, no entanto, que os sindicatos de professores que participaram da paralisação têm registrado um grande número de participantes em assembleias e protestos.

Entretanto, de acordo com as secretarias de educação de São Paulo e Rio de Janeiro, a adesão a greve foi baixa.

Segundo a secretaria estadual de educação de São Paulo, apenas 5% dos docentes não compareceram às aulas das escolas da rede pela manhã. Já a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) afirmou que um terço dos professores aderiu à greve nacional na rede pública.

Na rede municipal de São Paulo, cerca de 3.500 grevistas se reuniram no centro da cidade para protestar. Segundo a secretaria de educação, os representantes dos servidores entregaram uma lista de reivindicações que serão analisadas pelas mesas de negociação da Prefeitura. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo dia 28.

Já no Rio de Janeiro, somente 0,2% dos professores aderiram à paralisação. De acordo com a secretaria de educação do Estado, 179 professores cruzaram os braços.

Na cidade do Rio de Janeiro, 1,4% dos professores municipais não trabalharam no turno da tarde. A secretaria municipal de educação informou que 79,49% das escolas de ensino fundamental funcionaram normalmente.

Em Belo Horizonte (MG), 17 escolas municipais ficaram fechadas, apenas com pessoal administrativo, e os outros 169 estabelecimentos da rede tiveram funcionamento normal ou parcial.

Já a secretaria de Estado da educação não informou como a paralisação afetou as aulas, mas afirmou, por meio de nota, que as escolas vão permanecer abertas, “garantindo o direito à merenda, refeição fundamental para muitas dessas crianças, e o acolhimento dos alunos no espaço escolar”. Segundo o órgão, o transporte escolar também vai ser mantido nos três dias de paralisação.

Na quarta-feira, a greve nacional atingiu 26 Estados e apenas os professores Espírito Santo não pararam as aulas.

Na Bahia, segundo a secretaria estadual de educação, ainda não há estimativa do número de professores paralisados. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, os grevistas deixaram cerca de 1,2 milhão de alunos sem aulas.

A secretaria municipal de educação de Salvador (BA) informou, por meio da assessoria de imprensa, que a maior parte dos 140 mil alunos da rede também ficou sem professores.

Em Pernambuco, 85% dos professores entraram em greve, mesmo recebendo salários compatíveis com o piso nacional. Segundo o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Pernambuco), cerca de 700 mil alunos ficaram sem aulas.

No Rio Grande do Sul, os professores paralisaram parcialmente suas atividades para pressionar o governo do Estado a pagar o piso nacional da categoria, que é de R$ 725,50 para o regime de 20 horas semanais.

As avaliações da adesão são divergentes. Enquanto o sindicato da categoria calcula que 90% das escolas suspenderam suas atividades, a Secretaria da Educação reconhece que apenas 27% paralisaram totalmente e 24% parcialmente. A rede pública tem 2.572 escolas e 1,1 milhão de alunos.

O sindicato afirmou que o índice de participação chegou a 90% em Porto Alegre e na região metropolitana, e quase a 100% em nos municípios de Bagé e Cachoeira do Sul.

 

Fonte: R7

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