Petrobras vai lutar por reajuste do preço de combustíveis, diz presidente

imagemDepois de apresentar, na manhã desta segunda-feira (12), os resultados do 1º trimestre de 2014 da Petrobras para investidores e analistas, a presidente da companhia, Graça Foster, disse que será mantida a luta para reajustar os preços dos combustíveis ainda neste ano. Segundo ela, o aumento nos preços é necessário para reduzir a defasagem em relação ao mercado internacional. O relatório da Petrobras aponta uma perda de 30% do lucro líquido da companhia.

“Hoje a orientação do conselho é não repassar a volatilidade para o mercado e que a gente faça as correções sem repassar essa volatilidade. O real ficou menos depreciado no trimestre e isso nos trouxe para mais perto da convergência de preços. Mas, enquanto não há paridade plena, nós temos que estar considerando um aumento de preços”, declarou Foster. Não foi apresentado um percentual estimado do reajuste esperado pela Petrobras.

A presidente da companhia destacou que a projeção de resultados é otimista e o cenário, promissor. Ela garantiu que a produção de petróleo terá crescimento de 7,5% em 2015. O primeiro trimestre, conforme relatório da companhia, atingiu 2,01 milhões de barris. Foster ressaltou também que as investigações sobre possíveis irregularidades na companhia não afetaram negativamente os resultados até o momento.

Sobre as investigações, Graça Foster disse que a previsão é de que em junho seja apresentado o resultado da auditoria de uma das cinco comissões internas que apura a situação da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. “Já está chegando ao final (os trabalhos da comissão). A data que eu tenho é 6 de junho, mas essa é uma data prevista”, disse.

A presidente ressaltou que a auditoria é um trabalho multidisciplinar que precisou ser prorrogado para garantir melhor apuração. A produção em Pasadena atinge atualmente a marca de 103 mil barris ao dia o que, para Foster, “é um bom resultado”.

Foster destacou também que o PDV (programa de demissão voluntária) tende a beneficiar a companhia com a redução de custos, a manutenção de talentos e a formação de novos talentos dentro da empresa. A estimativa é de que, ao todo, 8,2 mil profissionais deixem o quadro de funcionários.

“O PDV é um programa que nos motiva, mas nos entristece pela saída de alguns amigos que ajudaram a criar a companhia. O programa é oportuno para atender a redução de custos”, destacou Foster. (G1)

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