Petrolina e Juazeiro são destaque em reportagens da Revista Veja

imagemA Expedição da Revista Veja, que iniciou no dia 06 de março último e termina no próximo dia 03 de junho, chegou a Petrolina nesta quinta-feira (27). O que trouxe a Expedição Veja a Petrolina foi a situação peculiar da cidade pernambucana: um dos maiores polos produtores de frutas do Brasil está aqui, em pleno sertão nordestino. A região não se destaca apenas pelo grande volume cultivado no solo desfavorável da caatinga. As frutas têm qualidade suficiente para serem vendidas aos exigentes mercados da América do Norte e a Europa. Em 2013, foram 150.000 toneladas enviadas para o exterior.

Os melhoramentos obtidos por meio do cruzamentos de espécies são essenciais para assegurar as vendas para países estrangeiros. Nesse mercado, é preciso concorrer com potências como Estados Unidos e Itália. A reportagem também destacou a trajetória dos produtores, que nem sempre foi vitoriosa. Hoje, a produção de uvas sustenta até mesmo o setor turístico da economia local. A organização de passeios pelas vinícolas da região virou um negócio lucrativo. O crescimento acelerado costuma gerar problemas de urbanização e, por vezes, impede o controle sobre a violência. Mas os moradores de Petrolina ouvidos pela equipe da Expedição Veja não se queixam nem de uma coisa, nem de outra.

Logística – Petrolina também tem vocação para a logística. O rio São Francisco é navegável daqui até a Pirapora (MG). O aeroporto da cidade tem uma pista duas vezes mais longa do que o de Congonhas (SP), o que permite o pouso de cargueiros (um deles, aliás, embarca semanalmente para Luxemburgo levando frutas da região). A ferrovia Transnordestina, quando estiver pronta, também deve facilitar o trabalho de escoamento do que é produzido aqui. E, como o São Francisco é uma barreira natural, grande parte dos veículos de carga converge para a ponte Presidente Dutra, que liga Petrolina a Juazeiro (BA). A população de Petrolina, que já cresce duas vezes mais rápido o que a média nacional, não deve parar de se multiplicar.

A reportagem ainda visitou diversos pontos turísticos da cidade, inclusive o Bodódromo, onde fizeram uma videorreportagem, além de visitar plantações de uvas e fábricas de vinho. O famosos Vapor do Vinho também está presente na reportagem.

Mas eles também aproveitaram para dar uma passada por Juazeiro.

imagem1Na cidade baiana, os repórteres fizeram vários registros fotográficos e foram até a a Moscamed, onde, a cada semana, produz em laboratório e libera na natureza um milhão de mosquitos OX513A, uma variedade de Aedes aegypti geneticamente modificada. A função desses insetos – todos machos – é copular com as fêmeas que estão na natureza de forma a transferir para os filhotes o gene mortal que contêm, e que impede que eles cheguem à fase adulta.

imagemPara que os mosquitos geneticamente modificados se desenvolvam, eles recebem em laboratório o antibiótico tetraciclina, que funciona como uma espécie de antídoto ao gene mortal que carregam. Quando atingem a fase adulta, são soltos em número até cem vezes superior ao da população selvagem.

Os resultados do experimento são promissores: no bairro Itaberaba a redução do número de ovos do mosquito foi de 85% e no Mandacaru chegou a 93%. Um novo teste está sendo feito na cidade de Jacobina e a ideia é cobrir toda a área do município. Até o fim do ano a produção de mosquitos deve chegar a 4 milhões por semana.

Além de fabricar em laboratório mosquitos da dengue transgênicos, a Biofábrica Moscamed irá em breve testar uma tecnologia similar com as moscas-da-fruta, a maior dor-de-cabeça dos produtores da região.

Clique aqui  e confira outros detalhes e outras reportagens da Expedição Veja.

Por José de Oliveira / Jornalista

Blog do Banana

Deixe seu comentário