Suposto caso do Mal da Vaca Louca está descartado pela SES

A hipótese da contaminação de uma mulher de 54 anos, internada no Hospital do Tricentenário de Olinda desde o último dia 5, pela síndrome de Creutzfeldt-Jakob, conhecida como Mal da vaca Louca, foi afastada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Assim como outras patologias, o Mal da Vaca Louca é uma doença priônica, que atinge o sistema nervoso central, e, por isso, a confusão. Apesar disso, a suspeita do mal foi investigada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A doença priônica pode se dá em quatro formas, iatrogênica, familiar, variante e esporádica. A primeira é um resultado de um procedimento neurocirúrgico, a segunda é hereditária, já a terceira é pela ingestão de carne bovina contaminada. A quarta forma e mais comum no Brasil é a esporádica. A médica sanitarista e gerente de Prevenção e Controle de Agravos e Agudos da SES, Nara Melo, explica que os cientistas ainda não sabem o que causa da forma esporádica da doença, mas já se sabe que não é contagiosa. “A forma esporádica só é confirmada após as outras três já serem totalmente investigadas”, conta. Apesar de terem sintomas praticamente iguais, as doenças são diferentes.

Por isso, Nara Melo explica que o caso em questão não se trata do Mal da Vaca Louca. “Essa hipótese foi investigada, mas foi afastada já que a paciente nunca comeu carne bovina importada e nem viajou ao exterior. Como não temos casos de infestação no Brasil, é mais provável que se trate de uma patologia variante”, afirmou Nara. Segundo a médica, a confirmação final só poderá ser feita através do exame imunohistoquímico, no pós-morte da paciente.

De acordo com Nara, o Mal da Vaca Louca é uma doença de notificação obrigatória. Isso quer dizer que todo profissional de saúde que souber de algum caso que tenha a possibilidade deverá notificar à SES e a vigilância epidemiológica. Com isso, começa a investigação do caso, que envolve todo aparato de saúde de Pernambuco. No Estado já houve 11 quadro clínicos suspeitos, mas a confirmação de apenas cinco casos, todos da forma esporádica.

Fonte: Folha-PE

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