Homem forte do COL garante boa Copa e avisa: ‘Somos os melhores’

No sétimo andar de um edifício localizado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, Ricardo Trade, diretor executivo de operações do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, toma conhecimento de todos os movimentos dos setores do COL – sejam as obras dos estádios, a parte operacional da competição e a escolha dos centros de treinamentos. Tudo passa pelas mãos do dirigente, que tem como estratégia muito mais delegar funções do que abraçar todas as missões que compõem a organização do torneio. Ele não tem a fama de alguns de seus companheiros de trabalho, especialmente Ronaldo e Bebeto. Mas a discrição é alarme falso: ali está, sentado junto a uma mesa cheia de papéis, pastas e planilhas, o homem forte do comitê.

Em uma pausa entre as viagens às cidades-sede da Copa e reuniões no COL, Trade atendeu o GLOBOESPORTE.COM. Em uma sala de tamanho médio, com uma placa com a palavra “presidente” na porta, o dirigente ainda despachava com um dos membros do comitê antes de iniciar a entrevista. Revelou que uma delegação da Noruega estava no país visitando futuros centros de treinamento, um em Santa Catarina e o outro no Paraná – atividades normais nos últimos meses entre os países que sonham disputar o torneio em 2014.

No bate-papo, que durou cerca de 30 minutos, o dirigente assegurou que tudo relativo ao Mundial é monitorado pelo COL e pela Fifa. Naquele dia, inclusive, os responsáveis por vários setores das cidades-sede estavam realizando, no mesmo prédio onde Trade trabalha, reuniões com membros da entidade máxima do futebol para passar um “feedback” dos preparativos dos estádios, da parte de segurança e de outros pontos da realização da Copa.

Para ter mais experiência na organização do evento, o diretor, que foi um dos responsáveis pela operação para a realização do Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro, pediu ao ex-presidente do COL e da CBF Ricardo Teixeira para acompanhar de perto a organização da Copa do Mundo de 2010. Na África do Sul, o dirigente pôde observar funcionários da Fifa antes e durante a realização do torneio. Tudo para ter mais parâmetros para coordenar a organização do Mundial no Brasil.

Na entrevista, Trade revelou o que o incomoda na gestão da competição, comentou sobre a saída de Ricardo Teixeira do comando do COL e deu importância à presença de Ronaldo e Bebeto no Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa.

Fonte: Globoesporte.com

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