Hospital Dom Malan alerta sobre perigos da Sífilis Adquirida e Sífilis Congênita

O mês de outubro também abraça o Dia Nacional da Sífilis Adquirida e Sífilis Congênita, e o Hospital Dom Malan, como uma das referências no tratamento para as mulheres e crianças, faz o alerta à população: É preciso seguir vigilante. A doença ainda é grave e prevalente no Brasil.

Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgados este mês durante o lançamento da campanha anual apontaram que em 2020 foram registrados 115.371 casos de sífilis adquirida, 61.441 de sífilis em gestantes e 22.065 de sífilis congênita com 186 óbitos.

A campanha nacional, da qual o HDM faz parte, vem alertar sobre a importância da prevenção e do tratamento precoce. O público-alvo inclui gestantes e os seus parceiros, homens e mulheres entre 20 e 35 anos.

Houve um pico de casos de Sífilis no ano de 2018. Mas, de 2019 a 2020, registrou-se uma considerável queda. Isso significa que o SUS está dando uma resposta cada vez mais rápida em relação a essa doença. “Apesar da boa notícia. Não dá para relaxar. Os números ainda são altos e a prevenção e o tratamento precoce estão entre as principais medidas”, ressalta a diretora de Atenção à Saúde do HDM, Tatiana Cerqueira.

Ainda que tenha tratamento e cura, a Sífilis pode levar o paciente a graves complicações, inclusive ao óbito. Uma de suas manifestações mais danosas é a congênita. No caso de mulheres grávidas acometidas pela doença, por exemplo, o diagnóstico tardio ou a falta do tratamento adequado pode levá-la ao abortamento, prematuridade, baixo peso da criança ao nascer e morte fetal.

A Atenção Primária tem grande papel quando se trata de Sífilis. Isso porque é na ponta que são identificados os casos e encaminhados para o tratamento especializado (inclusive as gestantes). Por isso, é importante que grávidas e seus parceiros testem para a doença.

O Ministério da Saúde reforça que a principal arma contra a doença é o uso de preservativo durante a relação sexual.

A doença

A sífilis é uma doença silenciosa e de caráter sistêmico. Ela é causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida por contato sexual. Pode ser transmitida também na gestação ou parto, com mortalidade em torno de 40% nas crianças infectadas. A bactéria que causa a Sífilis pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

Quem possui sífilis pode apresentar diversas manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Apresenta-se inicialmente como uma úlcera no local de entrada da bactéria, geralmente na região genital, que sara sozinha. Também inclui erupções/manchas no tronco, nas mãos e pés; placas e lesões em mucosas. Esta fase pode ser acompanhada de sintomas inespecíficos como febre baixa, mal-estar e cefaléia. Se a doença não for tratada pode evoluir para estágios mais graves acometendo o sistema nervoso central e cardiovascular.

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