Situação deprimente no CAPSi Petrolina, diz leitor Luiz Antonio

Caro, Ricardo Banana

O serviço CAPSi começou a desenvolver suas atividades em setembro de 2011 e chegou ao município de Petrolina para atender a demanda de famílias que enfrentam crises com seus filhos, crianças e adolescentes que se encontram em situação de sofrimento psíquico e em situação de uso abusivo de alcool e outras drogas.

O serviço deveria disponibilizar atendimento e se colocar disponível a atender a demanda dos usuários, no entanto há mais ou menos três meses a situação em equipe vem se tornando cada vez mais desconfortável. A coordenação, na pessoa de Poliana Moreira se mostra a cada dia mais inflexível diante das reclamações da equipe, dificultando a possibilidade de atuação, o que afeta diretamente os usuários, carro chefe do serviço. Uma coordenadora sem pulso, completamente despreparada, que veio de fora do município apenas para mandar, sem nenhum conhecimento acerca da realidade da criança e adolescente que necessita de apoio psicológico no município.

O serviço tem ficado a cada dia mais complicado, os profissionais não têm mais autonomia para desenvolver suas atividades, as oficinas são preparadas e impedidas de serem colocadas em prática, uma vez que a coordenadora monopoliza todo o material da equipe em um armário a portas trancadas. Os profissionais precisam “implorar” pra conseguir desenvolver determinadas atividades. A equipe funciona de forma desconexa, os profissionais não reconhecem seus lugares e muitas vezes, profissionais sem habilidade para tal, transitam livremente dentro de grupos que tratam de questões extremamente delicadas referentes aos usuários. A coordenadora é ausente do serviço, quem responde em sua ausência é a técnica administrativa, que comanda com “mãos de ferro” o desenrolar do serviço.

Vários usuários já reclamaram do serviço e da postura da coordenadora, no entanto, os profissionais são limitados a expor essas reclamações, uma vez que o livro de ocorrência também é mantido trancado a chave. Nesse livro, apenas a coordenadora e a técnica administrativa registram o que julgam pertinente, as reclamações de usuários e equipe são desconsideradas.

Vários pacientes já evadiram do serviço, devido a postura repressora da referida coordenadora. Recentemente, algumas mães bastante mobilizadas sairam do serviço aos gritos, dizendo que jamais voltariam ali, após presenciarem uma “contenção”. Sim, dentro do serviço CAPSi, que deveria acolher crianças e adolescentes em crise, que deveria estar preparado para receber crise, os usuários são segurados, aprisionados diante de qualquer possibilidade de surto. Nesse episódio, a coordenadora instruiu o porteiro, totalmente despreparado, a segurar um paciente em crise, não satisfeita mandou também que o recreador participasse do momento de aprisionamento. Os dois jogaram o menor no chão e o imobilizaram de forma totalmente violenta, assustando os demais usuários(crianças assustadas), e todas as mães que se encontravam no serviço. A contenção foi feita num espaço público, todos pediam pra parar, no entanto, o menor continuou preso, mesmo gritando que o estavam machucando. As mães indignadas foram embora do serviço, prometendo não mais voltar, pois estavam ali buscando acolhimento, apoio para os filhos em situação de sofrimento e não que eles fossem machucados. Diante do ocorrido a diretora da atenção especializada, Juliana Granja, instruiu a coordenadora que fosse à casa dessas mães, impedir que o fato chegasse à mídia. Diante das várias tentativas de contato com a secretaria de saúde, na pessoa da Secretária Lúcia Giesta, sem nenhuma resposta, indignado com a situação de calamidade do CAPSi, decidi escrever ao blog, pois, a população precisa tomar conhecimento do que ocorre. Sabendo que a situação está crítica e que não teria nenhuma condição de se manter no serviço diante de tudo o que vem fazendo, a coordenadora procurou uma vereadora para “vender seu peixe”. Vereadora essa que nunca colocou os pés no serviço, a não ser no dia da inauguração, que juntamente com o prefeito Drº Júlio Lóssio, prometeu apoio e cuidado às nossas crianças e adolescentes, mas depois daquele dia nunca mais voltaram para saber o que acontece. Essa mesma vereadora, que sabe apenas o nome do CAPSi garantiu à coordenadora a sua permanência no serviço, alegando que em Petrolina as coisas acontecem assim, ou seja, os usuários pouco importam, afinal não representam poder de voto ao prefeito. Essa é mais uma das irregularidades, escondidas a “sete chaves” da gestão despreparada de Júlio Lóssio. Vamos ver se aqui divulgam a notícia, ou se como no blog de Carlos Brito as coisas ficam veladas.

Luiz Antônio

Blog do Banana

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