Sucesso na captação de órgãos mostra importância da atuação do HU-Univasf

Vinculado à Rede Ebserh, HU-Univasf atua como centro captador de órgãos na cidade de Petrolina

Por Ricardo Banana
A+A-
Reset

Valentina, Flávio, Nicolas, Milena, Ramom, Felipe, Sandra, Rhavy, Patrick, Moara. São nomes de pessoas de todas as regiões do Brasil que têm algo em comum e se unem neste mês de setembro, dedicado à conscientização sobre doação de órgãos. Eles representam, na condição de doadores ou receptores, as 14.182 pessoas que receberam transplantes de órgãos, tecidos e medula óssea no Brasil neste ano.

Só na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — estatal que administra 41 Hospitais Universitários (HUs) —, 19 instituições realizaram 791 transplantes no primeiro semestre de 2023, segundo a Base de Dados Nacionais do Sistema Único de Saúde (SIA/SIH/SUS). No ano passado, os HUs da Rede Ebserh realizaram 1.473 transplantes; já em 2021, foram 1.342 cirurgias e, em 2020, 1.094 transplantes na Rede. Os dados são do Serviço de Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação da estatal.

Na cidade de Petrolina, localizada no Sertão pernambucano, houve dez doações de órgãos múltiplos entre janeiro e agosto de 2023. Do total de órgãos e tecidos, entre coração, rins e fígado, nove doações ocorreram no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh), totalizando em média 23 órgãos sólidos viáveis para transplante.

Apesar de ser um importante centro de captação de órgãos, Petrolina não realiza transplantes. “Funcionamos apenas como centro captador, no qual os órgãos são captados e encaminhados para Recife ou outros estados, respeitando o tempo de isquemia de cada órgão, isso caso não haja receptores compatíveis em Pernambuco”, explica Janaína Carvalho, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Petrolina, entidade parceira do HU-Univasf.

Morte encefálica

Existem dois tipos de doador de órgãos: o doador em vida e o doador após ser diagnosticado com morte encefálica. Conforme a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a morte encefálica é definida como “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”, ou seja, é permanente e irreversível. Após ser diagnosticada com morte encefálica a pessoa não tem mais como “reviver” e, assim, possibilitando a doação.

De janeiro a junho deste ano, foram realizados 18 protocolos de morte encefálica no HU-Univasf e confirmado o diagnóstico em todos os casos. Desses, apenas 14 indivíduos eram potenciais doadores, sendo realizada entrevista visando à doação de órgãos. O Comitê de Transplante e Captação de Órgãos do HU-Univasf recebeu sete respostas positivas para doação e sete recusas de familiares. Entre as principais justificativas para negativa familiar, estavam: ausência de consenso, receio de demora na liberação do corpo e doador contrário à doação em vida.

SAIBA MAIS – Atualmente, Pernambuco tem 2.397 pacientes ativos em lista de espera por órgãos/tecidos, sendo: rim, 1.284; fígado, 98; coração, 8; pâncreas/rim, 17; e córnea, 990. Os dados são do mais recente relatório da ABTO.

Sobre a Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Com informações da Ascom Ebserh

 

Related Posts