Consumo brasileiro deve movimentar R$ 1,3 trilhão neste ano

A redução dos juros básicos e a queda das taxas bancárias cobradas ao consumidor, jogando crédito mais barato na praça, deram o recado: o governo quer impulsionar o consumo para aquecer a economia. Isso quer dizer que, em 2012, os brasileiros podem esperar mais gastos maiores do que no ano passado. Pelo menos é isso que aponta pesquisa do Ibope Inteligência, que calcula um aumento de 13,5% do consumo no Brasil em comparação com 2011.

O montante gerado pela compra e venda de produtos e serviços este ano deve ser de R$ 1,3 trilhão, o equivalente a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Neste cenário, o Nordeste e o Norte se destacam. Enquanto a primeira região tem potencial de expansão do consumo estimado em 24,1%, a segunda deve ficar por volta dos 26,5%. Logo atrás vêm as regiões Sul (19,7%), Centro-Oeste (19,4%) e Sudeste (6,5%).

O diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo, atribui a diferença percentual à aceleração de renda da população nas duas primeiras regiões. “Há grandes projetos econômicos atuando em alguns estados e gerando empregos e renda. Em Pernambuco, por exemplo, existe (o porto de) Suape.”

Ruótolo acredita que o crescimento do consumo no Nordeste deve continuar nesse ritmo por pelo menos mais três anos. “Depois a tendência é que haja uma estabilização”, ressalta.

Mas vale lembrar que a área do país com maior consumo ainda é, de longe, a região Sudeste, com 42% da população e 53,5% do consumo, seguida pela região Sul, com 14,3% da população e 16,4% do consumo.

Uma outra pesquisada, a Observador Brasil 2012, divulgada no mês passado pela empresa Cetelem BGN, do Grupo BNP Paribas, em parceria com o instituto Ipsos Publics Affairs, embasa a constatação de que o mercado consumidor deve estar a todo vapor esse ano. O levantamento constatou que a renda disponível para o consumo – isto é, a diferença entre os ganhos e as despesas – subiu de R$ 368 em 2010 para R$ 449 em 2011, uma alta de pouco mais de 20%. Na classe C, o aumento foi maior ainda: 50%, passando de R$ 243 para R$ 363.

A pesquisa da Cetelem BGN ainda apontou que, no ano passado, 2,7 milhões de pessoas deixaram de fazer parte das classes D e E para integrar a classe C (que hoje já corresponde a 54% da população). Além disso, 230 mil pessoas migraram da classe C para as classes A e B.

Fonte: Diario de Pernambuco

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